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segunda-feira, 25 de junho de 2012

SÃO PAULO - CULTURA E FOLCLORE (Parte III)

Fonte  http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/saopaulo-culturaefolclore.php

foto: dc46.com.br

 

Festas do Divino

Corresponde à Festa de Pentecostes, onde se comemora a presença do Espírito Santo entre os apóstolos, 50 dias após a Páscoa. A devoção ao Divino Espírito Santo constitui-se em um dos fortes núcleos das devoções populares em vários cantos do Brasil, inclusive em São Paulo, desde os tempos do Brasil Colônia.

 Originalmente, a festa consiste no estabelecimento de uma corte - o Império do Divino - com direito a escolha de um imperador. Serve-se o afogado, prato especial, que é composto por carne de boi ensopada, arroz, feijão, farinha de mandioca e batata cozida. Os ingredientes vêm das doações recolhidas nas folias, que ocorrem bem antes da festa.

As folias do Divino são grupos de cantadores que visitam as casas de fiéis nas regiões próximas, a fim de cantar louvores ao Espírito Santo e recolher doações para a realização da festa. No grupo há sempre um “bandeireiro”, encarregado de conduzir a bandeira do Divino, ilustrada pela pomba que simboliza o Espírito Santo. Muitas cidades paulistas realizam grandes festas que duram dias, como: São Luis do Paraitinga, Lagoinha, Nazaré Paulista, Cunha, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Piracicaba, Tietê, Anhembi e Laranjal Paulista.

Encontro dos Batelões



foto: emportofeliz.com.br



No Médio Tietê, no principal dia da Festa do Divino, acontecem os encontros fluviais das Irmandades do Divino em grandes batelões - os famosos Encontros de Batelões. Os batelões são grandes barcos capazes de transportar, em alguns casos, até 40 pessoas, impulsionados por varejões ou por remos. Até pouco tempo levam os Irmãos do Divino neles seguiam de pouso em pouso (os sítios na zona rural que acolhem a bandeira/ folia, dando-lhes pernoite). Hoje ainda são muitos os pousos (os donos das casas recebendo os amigos e devotos do Divino sempre com mesas fartas), mas os acessos, nem sempre, são feitos por barcos. No grande dia da festa, os barcos do rio abaixo se encontram com os do rio acima, em meio a revoadas de pombos e tiroteios preparados pelos fogueteiros artesanais.


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