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sábado, 12 de abril de 2014

JOVENS PROTAGONISTAS - VOLUNTARIADO


Os jovens voluntários nestas fotos, são estudantes do COLÉGIO NOSSA SENHORA DO MORUMBI, SÃO PAULO, Capital, que participam do projeto 'VOLUNTARIADO EM AÇÃO", que consiste em atender uma vez por semana, crianças carentes da comunidade Paraisópolis e comunidades próximas da escola. Os jovens desenvolvem atividades diversas com as crianças, como recreação, esporte, contando histórias, teatro, informática etc... PARABÉNS JOVENS PELA DEDICAÇÃO E SERIEDADE!


FOTOS - CRÉDITO CELINA MISSURA




quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Novos paradigmas na religiosidade juvenil

Novos paradigmas na religiosidade juvenil


Antes de tudo, precisamos perceber que a religiosidade juvenil tem mudado frequentemente. Diante disso, partimos, aqui, de uma visão ampla da religiosidade que permeia o mundo juvenil, que contribui para sua transcendência. Destacamos a importância da religião na vida do jovem, o cultivo de sua religiosidade e a sua relação com o sagrado.
A fase juvenil é a que mais sente o impacto das mudanças atuais, pois o jovem está em constante transformação e em busca de querer ser o melhor em tudo que faz e, consequentemente, a sociedade lucra com isto. Ao contrário, as peças publicitárias dirigidas à juventude, em suma, colocam o jovem como um mero observador e consumidor de tudo. Temos um jovem que une a sensação de triunfo da modernidade avançada e o desejo de fruição da vida. Como afirma o padre jesuíta João Batista Libânio, o jovem “vê o mundo como um gigante video-game colorido. Está sempre a jogar e ansioso por ganhar. Não sabe perder. Nasceu para triunfar”.
Formas de religiosidade
Percebemos a manifestação, de uma maneira silenciosa, das angústias, indagações, do desejo de responder às suas inquietações como também o de ser reconhecido pela sociedade. Mesmo que para isso abdique de alguns ou muitos valores éticos, morais, religiosos, recebidos pela família, escola e a própria comunidade religiosa.
De mudança em mudança, de tempo em tempo, temos uma juventude carregada de responsabilidade diante da vida (estudo, trabalho, lazer, consumo, entre outras). Mas será que há um espaço para o sagrado? Como se configura a sua religiosidade, hoje?
Há na sociedade uma espécie de selfservice diversificado e atraente, que convida o jovem a experimentar várias religiões, fazendo com que ele consuma apenas o que lhe parece significativo e que atenda às necessidades imediatas. Forma assim uma identidade religiosa sincrética. O ser humano busca sacralizar objetos, lugares e diversos outros elementos, como uma espécie de homenagem e gratidão e, ao mesmo tempo, para que o transcendente seja lembrado e adorado. Procura, através de amuletos, estrelas, duendes, imagens de anjos e santos resolver os problemas pessoais de forma rápida, dando um sentido à sua vida.
Trazendo em sua história pessoal a identidade religiosa familiar, o jovem, muitas vezes, questiona as regras de instituições como a família, a escola e a igreja. Justamente as instituições em que ele mais confia e que mais respeita. Não satisfeito com sua tradição religiosa, procura outras que atendam às suas necessidades existenciais.
Essa necessidade de busca pela divindade faz com que criemos imagens desse ser que julgamos superior a todos os outros seres. Não criamos apenas imagens, mas práticas religiosas que acreditamos serem os meios de nos manter diretamente ligados ao transcendente. Temos então, por um lado, uma juventude que acredita ser a religião importante e que com ela se chega mais fácil ao transcendente e, portanto, participam das missas, cultos, eventos de igrejas, grupos de jovens. Encontramos também jovens que acreditam em Deus, porém não seguem nenhuma tradição religiosa.
Segundo as Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista - 2006, há outros elementos relevantes sobre a religiosidade juvenil: “As religiões são fontes de sentido e colaboram de forma decisiva na constituição de sua identidade e de sua visão de mundo; as igrejas possibilitam a reunião de jovens em grupos, constituindo lugares de agregação social e de exercício da cidadania. Muitos jovens saídos desses grupos religiosos têm colaborado de forma decisiva para a sociedade, inserindo-se em partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais e associações”.
Contudo não podemos fechar os olhos diante de outra realidade. Há uma pluralidade quanto ao universo religioso juvenil e isto nos desafia a compreender este cenário e descobrir ações pedagógicas e pastorais a fim de contribuir com o jovem na busca de seu ser humano e, sobretudo, o ser divino.
Sandra Michelluzzi Biazottoprofessora de Ensino Religioso no Colégio Marista São Luís, de Jaraguá do Sul, SC.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

PAPA FRANCISCO AOS JOVENS

2013-08-28 Rádio Vaticana

Papa Francisco aos jovens: Construam com coragem um mundo de beleza, bondade e verdade

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco encontrou-se na tarde desta quarta-feira, na Basílica de São Pedro, com um grupo de cerca de 500 jovens da Diocese de Piacenza-Bobbio, norte da Itália, em peregrinação a Roma, no âmbito do Ano da Fé.
Os jovens estavam acompanhados pelo Bispo de Piacenza, Dom Gianni Ambrosio, que saudou o Santo Padre em nome de todos os presentes.
Depois da saudação do prelado, o Papa tomou a palavra e disse:
"Eu gosto de estar com vocês. Por que eu gosto de estar com os jovens? Porque vocês têm em seus corações a promessa de esperança. Vocês são portadores de esperança e vivem no presente, mas olhando para o futuro. Vocês são os protagonistas e artesãos do futuro. É bonito caminhar em direção ao futuro, com ilusões e tantas coisas belas, mas é também uma responsabilidade."
O pontífice frisou que os jovens são artesãos do futuro porque dentro deles existem três desejos: o desejo da beleza, da bondade e da verdade.
"Vocês gostam da beleza e quando fazem música, teatro, pintura, enfim, coisas belas, estão procurando a beleza. Depois vocês são profetas da bondade e essa bondade é contagiosa, ajuda a todos. Vocês têm sede da verdade e buscam a verdade. Essa verdade é um encontro com a Verdade que é Deus, mas é preciso procurá-la. Esses três desejos que vocês têm no coração devem ser levados para o futuro a fim de construí-lo com beleza, bondade e Verdade. Este é um desafio para vocês", sublinhou o Papa.
O Santo Padre convidou os jovens a apostarem no grande ideal de construir um mundo de bondade, beleza e verdade. "Vocês têm o poder de fazer isso. Se não o fizerem é por causa da preguiça", frisou Francisco.
"Coragem, avante! Façam barulho, hein? Onde estão os jovens deve haver barulho. Na vida existem pessoas que lhes farão propostas para coibir, para bloquear seu caminho. Por favor, caminhem contracorrente. Sejam corajosos, destemidos. Quando lhes disserem, tome um pouco de álcool, um pouco de droga, digam não. Caminhem contra essa civilização que está fazendo tanto mal. Isso significa fazer barulho. Vão em frente com os valores da beleza, bondade e verdade", disse Francisco.
O Papa desejou aos jovens "todo bem, um bom trabalho e a alegria no coração" e junto com eles pediu a Maria, mãe da beleza, bondade e Verdade para que nos dê a graça da coragem a fim de que possamos caminhar contracorrente. (MJ)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O VOLUNTARIADO - PROTAGONISMO JUVENIL


 
O Voluntariado como forma de Protagonismo Juvenil

Adolescentes de hoje: jovens que buscam, mas não sabem exatamente o que procuram, nem como irão encontrar o que desejam. Indivíduos que, apesar dos diferentes rótulos que uma sociedade lhes empresta, cada vez mais, demonstram um mesmo desejo de viver em mundo melhor. Há algum tempo, esses adolescentes têm carregado o estereótipo de passivos e irresponsáveis, porque não se envolvem com questões consideradas verdadeiramente relevantes. Afinal, como exigir a participação daqueles que não são nem estimulados, nem preparados a participar?

Acreditar no voluntariado jovem significa - é claro - acreditar no voluntariado e no jovem. Nos últimos anos, especialmente nesta década, vem tomando forma no Brasil a concepção de voluntariado como ação cívica; que tem como objetivo a mobilização de pessoas, empresas e instituições da sociedade civil para rever seus próprios problemas; tanto pela articulação de iniciativas e recursos, quanto pela reinvidicação de políticas públicas satisfatórias. A participação direta de cidadãos em atividades sociais pode contribuir para o enfrentamento da exclusão social e para a consolidação de uma cidadania participativa. Assegurar os direitos humanos e sociais passa a ser uma responsabilidade não apenas do Estado, mas de toda a sociedade.

Dentro dessa nova realidade, como se pode caracterizar o voluntário e o voluntariado? "O voluntário é o cidadão que, motivado pelos valores de participação e solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada, para causas de interesse social e comunitário. Além de bem informado e consciente da complexidade dos problemas sociais, o voluntário trabalha considerando o horizonte da emancipação, ou seja, estimulando o crescimento da pessoa e da comunidade para resolver seus próprios problemas"1.

Compreendido como empreendimento social, o voluntariado contemporâneo busca a eficiência dos serviços, a qualificação dos voluntários e das instituições. Além de competência humana e espírito de solidariedade, almeja-se a qualidade técnica da ação voluntária. Dentro dessa perspectiva, o voluntariado deixa de interessar apenas à classe média ou àqueles que têm tempo disponível e passa a ganhar espaço entre as empresas e as
classes
populares, a interessar a todos e ser da responsabilidade de todos. Quem acredita no voluntariado, acredita na possibilidade de romper com o fatalismo, com a desesperança, com as atitudes meramente críticas ou reativas. Está disposto a contribuir para a formação de mentalidades proativas, capazes de promover a passagem para uma ordem produzida por todos e com todos. A juventude é um grupo chave em qualquer processo de transformação social, principalmente agora, que adolescentes são o grupo etário mais numeroso do país.

Segundo dados do IBGE, o Brasil tem hoje 34 milhões de jovens na faixa de 10 a 19 anos e, se o ritmo de crescimento da população for mantido, os adolescentes continuarão sendo o grupo etário predominante, pelo menos até o ano 2010. Mais do que nunca, aquilo que os jovens pensam, sentem, dizem e fazem tem relevância não só para eles mesmos, mas para toda a sociedade. Embora possamos dizer que desapareceu a idéia de reinvenção do mundo nos moldes das décadas de 60 e 70, os jovens atuais, agrupados ou não em "tribos", também querem deixar sua marca. Uma pesquisa realizada em 1997, pelo Centro de Pesquisa Motivacional, junto a 1481 jovens das cinco maiores capitais brasileiras, indicou que embora apenas 7% dos entrevistados estavam envolvidos em algum tipo de ação voluntária, mais de 50% desejaria se engajar neste tipo de atividade. O adolescente tem vontade de atuar construtivamente na sociedade, porém faltam-lhe orientação e oportunidade. As experiências com programas de educação de jovens mostram que muitos adultos têm representações estereotipadas dos adolescentes. Não confiam neles, sentem-se inseguros e pouco à vontade para considerar o jovem como parceiro e colaborador. Quem acredita em voluntariado jovem, tem de acreditar na dignidade do adolescente.

Escreva sua reflexão sobre o que pensa em relação à prática do voluntariado na fase da adolescência.


Fonte - www.parceirosvoluntarios.org.brnte -




quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O legado que o Papa Francisco nos deixou

Leonardo Boff


FONTE-

http://leonardoboff.wordpress.com/2013/07/30/o-legado-que-o-papa-francisco-nos-deixou/


Não é fácil em poucas palavras resumir os pontos relevantes das intervenções do Papa Francisco no Brasil. Enfatizo alguns com o risco de omitir outros importantes.

O legado maior foi a figura do Papa Francisco: um humilde servidor da fé, despojado de todo aparato, tocando e deixando-se tocar, falando a linguagem dos jovens e as verdades com sinceridade. Representou o mais nobre dos líderes, o líder servidor que não faz referência a si mesmo mas aos outros com carinho e cuidado, evocando esperança e confiança no futuro.

            No campo político encontrou um país conturbado pelas multitudinárias manifestações dos jovens. Defendeu sua utopia e o direito de serem ouvidos. Apresentou uma visão humanística na política na economia e na erradicação da pobreza. Criticou duramente um sistema financeiro que descarta os dois pólos: os idosos porque não produzem e os jovens não criando-lhes postos de trabalho. Os idosos deixam de repassar sua experiência e os jovens são privados de construir o futuro. Uma sociedade assim pode desabar.

O tema da ética era recorrente, fundada na dignidade transcendente da pessoa. Com referência à democracia cunhou a expressão “humildade social” que é falar olho a olho, entre iguais e não de cima para baixo. Entre a indiferença egoista e o protesto violento apontou uma opção sempre possível: o diálogo construtivo. Três categorias sempre voltavam: o diálogo como mediação para os conflitos, a proximidade para com as pessoas para além de todas as burocracias e a cultura do encontro. Todos tem algo a dar e algo a receber. “Hoje ou se aposta na cultura do encontro ou todos perdem”.

No campo religioso foi mais fecundo e direto. Reconheceu que”jovens perderam a fé na Igreja e até mesmo em Deus pela incoerência de cristãos e de ministros do evangelho”. O discurso mais severo reservou-o para os bispos e cardeais latinoamericanos (CELAM). Reconheceu que a Igreja, e ele mesmo se incluíu, está atrasada com referência à reforma das estruturas da Igreja. Conclamou não apenas a abrir as portas para todos, mas a sairem em direção do mundo e para as “periferias existenciais”. Criticou a “psicologia principesca” de membros da hierarquia. Eles tem que ser pobres interior e exteriormente. Dois eixos devem estruturar a pastoral: a proximidade do povo, para além das preocupações organizativas e o encontro marcado de carinho e ternura. Fala até da necessária “revolução da ternura” coisa que ele mostrou viver pessoalmente. Entende a Igreja como mãe que abraça, acaricia e beija. Essa atitude materna os pastores devem cultivar para com os fiéis. A Igreja não pode ser controladora e administradora mas servidora e facilitadora. Enfaticamente afirma que a posição do pastor não é a posição do centro mas a das periferias. Esta afirmação é de se notar: a posição do bispos deve ser “ou à frente para indicar o caminho, ou no meio para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas, ou então atrás para evitar que alguém se desgarre” e dar-se conta de que “o próprio rebanho tem o seu olfato para encontrar novos caminhos”. Ademais, deu centralidade aos leigos para junto com os pastores decidirem os caminhos da comunidade.           O diálogo com o mundo moderno e a diversidade religiosa: o Papa Francisco não mostrou nenhum medo face ao mundo moderno; quer trocar e inserir-se num profundo sentido de solidariedade para com os privados de comida e de educação. Todas as confissões devem trabalhar juntas em favor das vítimas. Pouco importa se o atendimento é feito por um cristão, judeu, muçulmano ou outro. O decisivo é que e o pobre tenha acesso à comida e à educação. Nenhuma confissão pode  dormir tranquila enquanto os deserdados deste mundo estiverem gritando. Aqui vige um ecumenismo de missão, todos juntos, a serviço dos outros.

Aos jovens dedicou palavras de entusiasmo e de esperança. Contra uma cultura do consumismo e da desumanização convocou-os a serem “revolucionários” e  “rebeldes”. É pela janela dos jovens que entra o futuro. Criticou o restauracionismo de alguns grupos e o utopismo de outros. Colocou o acento no hoje:”no hoje se joga a vida eterna”. Sempre os desafiou para o entusiasmo, para a criatividade e para irem pelo mundo espalhando a mensagem generosa e humanitaria de Jesus, o Deus que realizou a proximidade e marcou encontro com os seres humanos.

Na celebração final havia mais de três milhões de pessoas, alegres, festivas e na mais absoluta ordem. Desceu um aura de benquerença, de paz e de felicidade sobre o Rio de Janeiro e sobre o Brasil que só podia ser a irradiação do terno e fraterno  Papa Francisco e do Sentimento Divino que soube transmitir.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

FRASES DO PAPA FRANCISCO, NO BRASIL


(Foto - imagempessoal.band.uol.com.br)

1- "O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações»."


2- "E atenção! A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo. É a janela e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço. Isso significa: tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos. Com essas atitudes precedemos hoje o futuro que entra pela janela dos jovens."



3- "Desejo dizer-lhes qual é a conseqüência que eu espero da Jornada da Juventude: espero que façam barulho. Aqui farão barulho, sem dúvida. Aqui, no Rio, farão barulho, farão certamente. Mas eu quero que se façam ouvir também nas dioceses, quero que saiam, quero que a Igreja saia pelas estradas, quero que nos defendamos de tudo o que é mundanismo, imobilismo, nos defendamos do que é comodidade, do que é clericalismo, de tudo aquilo que é viver fechados em nós mesmos. As paróquias, as escolas, as instituições são feitas para sair; se não o fizerem, tornam-se uma ONG e a Igreja não pode ser uma ONG. Que me perdoem os Bispos e os sacerdotes, se alguns depois lhes criarem confusão. Mas este é o meu conselho. Obrigado pelo que vocês puderem fazer."



4- "...digo a cada um e a cada uma de vocês: «bote fé» e a vida terá um sabor novo, a vida terá uma bússola que indica a direção; «bote esperança» e todos os seus dias serão iluminados e o seu horizonte já não será escuro, mas luminoso; «bote amor» e a sua existência será como uma casa construída sobre a rocha, o seu caminho será alegre, porque encontrará muitos amigos que caminham com você. «Bote fé», «bote esperança», «bote amor»! "



5- "...Quando aceitamos a Palavra de Deus, então somos o Campo da Fé! Por favor, deixem que Cristo e a sua Palavra entrem na vida de vocês, deixem entrar a semente da Palavra de Deus, deixem que germine, deixem que cresça. Deus faz tudo, mas vocês deixem-no agir, deixem que Ele trabalhe neste crescimento!"



6- "Jovens, por favor, não se ponham na «cauda» da história. Sejam protagonistas. Joguem ao ataque! Chutem para diante, construam um mundo melhor, um mundo de irmãos, um mundo de justiça, de amor, de paz, de fraternidade, de solidariedade. Jogai sempre ao ataque! São Pedro nos diz que somos pedras vivas que formam um edifício espiritual "



7-"... Vocês são aqueles que tem o futuro! Vocês… Através de vocês, entra o futuro no mundo. Também a vocês, eu peço para serem protagonistas desta mudança. Continuem a vencer a apatia, dando uma resposta cristã às inquietações sociais e políticas que estão surgindo em várias partes do mundo. Peço-lhes para serem construtores do mundo, trabalharem por um mundo melhor. Queridos jovens, por favor, não «olhem da sacada» a vida, entrem nela. Jesus não ficou na sacada, mergulhou…"



8- "...Queridos amigos, não se esqueçam: Vocês são o Campo da Fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor..."



9- "Queridos jovens, talvez algum de vocês ainda não veja claramente o que fazer da sua vida. Peça isso ao Senhor; Ele lhe fará entender o caminho. Como fez o jovem Samuel, que ouviu dentro de si a voz insistente do Senhor que o chamava, e não entendia, não sabia o que dizer, mas, com a ajuda do sacerdote Eli, no final respondeu àquela voz: Senhor, fala eu escuto (cf. 1Sm 3,1-10) . Peçam vocês também a Jesus: Senhor, o que quereis que eu faça, que caminho devo seguir?"



10- "...Mostrem com a vida que vale a pena gastar-se por grandes ideais, valorizar a dignidade de cada ser humano, e apostar em Cristo e no seu Evangelho. Foi Ele que viemos buscar nestes dias, porque Ele nos buscou primeiro, Ele nos faz arder o coração para anunciar a Boa Nova nas grandes metrópoles e nos pequenos povoados, no campo e em todos os locais deste nosso vasto mundo. Continuarei a nutrir uma esperança imensa nos jovens do Brasil e do mundo inteiro: através deles, Cristo está preparando uma nova primavera em todo o mundo. Eu vi os primeiros resultados desta sementeira; outros rejubilarão com a rica colheita!

O meu pensamento final, minha última expressão das saudades, dirige-se a Nossa Senhora Aparecida. Naquele amado Santuário, ajoelhei-me em prece pela humanidade inteira e, de modo especial, por todos os brasileiros. Pedi a Maria que robusteça em vocês a fé cristã, que é parte da nobre alma do Brasil, como também de muitos outros países, tesouro de sua cultura, alento e força para construírem uma nova humanidade na concórdia e na solidariedade."

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Show pela vida reúne diferentes crenças na Cidade da Fé


Show pela vida reúne diferentes crenças na Cidade da Fé

Por em 23/07/2013



Com o intuito de promover a vida, da concepção até a morte natural, a cantora Elba Ramalho convidou mais de 20 cantores de diferentes religiosidades para lançar o Vida in Concert, na noite desta segunda-feira (22) na Cidade da Fé, onde acontecem simultaneamente com a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Mais de 10 mil pessoas estiveram presentes.

A cantora e idealizadora do projeto estava feliz pelo resultado do evento, que seguirá por todo o país nos próximos meses. “É uma alegria imensa pelo Santo Padre estar no nosso país e chegar justamente no dia do Vida in Concert. Agradeço também por cada um desses amigos que aceitou o convite, gratuitamente, e veio cantar comigo, exaltar nosso Senhor, falar da vida, como algo precioso e sublime, e isso é muito importante”, destacou.

No palco Bote Fé, Elba cantou ao lado de Geraldo Azevedo, Tânia Mara, Rafael Almeida, Toni Garrido, Felipe Dylon, Celina Borges, Pe. Reginaldo Manzotti, Amorosa,  Ziza Fernandes, Aline Ventura, Pe. Gleuson Gomes, o chileno Francisco Avello, Tony Alisson, Zezé Luz, Db Júnior, que é evangélico, Anjos de Resgate, Pe. Omar Raposo, Dunga e a Banda Encantos, composta por jovens de diferentes crenças.
 
O espetáculo emocionou o público por mais de quatro horas. Havia jovens, famílias e idosos. Karla da Costa Seabra, psicóloga, foi à festa com o esposo e dois filhos, de 8 e 2 anos. Para ela, o mundo perdeu os valores nos últimos tempos, e faltam eventos assim, para reanimar os jovens na defesa da vida. “Deus nos criou por amor e não temos o direito de tirar essa vida. Por isso, trouxe meus filhos, é preciso ensinar desde cedo a importância do amor ao próximo, mesmo que seja um feto ou um doente”, disse. Durante o show, o público recebeu uma miniatura de um bebê com 12 semanas de gestação e um folder com todas as informações científicas sobre o desenvolvimento embrionário humano.

O nome “Vida In Concert” nasceu em 2012 e foi criado em uma reunião de movimentos pró-vida, afirma Maria José da Silva, coordenadora geral do show e diretora de relações institucionais do Instituto Eu Defendo. Segundo ela, o show vem para celebrar a vida em plenitude. “Precisávamos combater a cultura da morte com o valor da vida. Tudo começou do desejo de unir todos os movimentos pró-vida, podendo trazer também pessoas de outras religiões para participar”, disse.

Cantores exaltam a vida
Durante o show, todos que subiam ao palco deixavam uma mensagem aos jovens a favor da vida. A artista Tânia Mara cantou Romaria, a mesma canção que interpretou pela primeira vez na vida, aos 9 anos, em um festival de música. Ela, que é mãe e devota de Nossa Senhora Aparecida, se sentiu privilegiada ao ser convidada para a festa. “O mundo inteiro precisa de paz. São esses jovens que farão o futuro do nosso país e já estão fazendo muita diferença na transformação do país. Estes eventos engrandecem e aumentam a fé de cada um. O direito a vida é de todos, e não consigo entender o aborto. Estou nessa mesma luta que todos”.
“A igreja canta pela vida”, disse Eraldo Mattos, do Anjos de Resgate. Para ele, a presença do Papa Francisco na cidade tornou o evento ainda mais especial. “Não foi o Anjos de Resgate que tocou, e sim o mundo inteiro”.

O vocalista da Banda Cidade Negra, Toni Garrido, cresceu dentro da Igreja, e participava dos grupos da renovação carismática. Ele interpretou três canções no palco, e todas ele cantava na igreja quando era jovem: Pai Nosso, Missão e Deus está aqui, na qual dividiu o palco com a cantora católica Ziza Fernandes.
Unidade da diversidade

Para representar a importância da defesa da vida, não apenas entre os católicos, a Banda Encantos foi convidada para participar do show. O grupo é formado por 18 jovens de Iporá, interior do Goiás, de diversas crenças: católicos, evangélicos, espíritas e até, ateus.
Miltim Jr, um dos integrantes da banda, conta que o grupo começou com o objetivo de ajudar o próximo. “Todos são importantes, cada um com o que acredita. Somos um grupo social, unimos nossas diferenças para ajudar quem precisa”.
O presidente da Comissão da Juventude na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Eduardo Pinheiro, enfatizou a importância do evento para os jovens, de todas as religiões. “A vida é parte da juventude e a juventude faz parte da vida. Precisamos pensar no agora, no hoje. O jovem de hoje é a família de amanhã. E todos nós queremos uma vida plena. Não há vida sem fé, por isso, com a esperança de cada jovem poderemos cada vez mais valorizar a vida de cada um como a Igreja pede, de sua concepção a morte natural”, concluiu.

A seguir, entrevista exclusiva  da cantora Elba Ramalho para o Jovens Conectados

Você está se surpreendendo com a atitude do jovem?
Sim, todos estão em clima de festa, e temos de festejar mesmo. O amor, a vida, a alegria, a paz. Quem está com Deus, vive em paz e não tem motivos para ser triste.
Elba, como você começou a atuar em defesa da vida?

Na Jornada Mundial da Juventude passada, em Madri, fui me confessar com um sacerdote e lhe perguntei qual era minha missão. Ele me disse que Deus me iria revelar isso em breve. Aí, saindo de lá, encontrei um outro padre, polonês, que me reconheceu como cantora. Ele me deu um terço, em que cada conta tinha uma imagem de uma criança e disse que admirava meu trabalho na igreja. Desde então sempre o uso no pescoço para cantar. Mas, desde então, entendi aquilo como um chamado, e passei a lutar de maneira mais concreta pela vida.
Você imagina que a gente terá uma cara diferente no Brasil depois da JMJ?
Tenho certeza que sim. E espero que o mundo inteiro receba esse amor que o Papa Francisco trouxe para o nosso país. E que as outras religiões tenham consciência disso também, pois Deus é um só.

O que você diria aos jovens católicos que participam da JMJ no Rio de Janeiro?
Preste atenção, sem Deus não vamos a lugar nenhum. Quando a gente é jovem, a gente se arrisca a ser dono do nosso destino, da nossa verdade. Compramos tudo que nos vendem. Então, no mundo de hoje, onde o mal tem uma atuação permanente, e o inimigo de Deus sempre nos atormenta, atropela, vicia, prova confusão, abortos, desordem nas famílias, o jovem cristão precisa de muita consciência e de se posicionar. Não é buscar conversão daqui a 10 anos, quando estiver velho. Ninguém se converte de um dia para o outro, e sim de maneira gradativa. Devemos buscar o auto-conhecimento, saber nossa missão. Viemos para servir a Deus, cuidar da natureza e do próximo, da vida. E só alcançamos tudo isso pela oração, pela fé e pela prática de Deus. É preciso buscá-Lo em cada segundo da nossa vida.

Digo isso porque atravessei minha juventude e adolescência buscando, e, só agora, aos 60 anos, compreendo minha missão, porquê vim a terra e para onde vou. A conversão leva tempo, mas é necessária. Jovens, aproveitem essa semana da Jornada Mundial, ela é propícia, todos estão rezando, unidos pelo mesmo ideal de amor e de fé, de esperança e caridade. Tudo isso nos leva a um futuro melhor, para o mundo inteiro

Por Amandda Souza / Jovens Conectados

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Veteranos dão dicas aos marinheiros de primeira Jornada

Por em 23/07/2013
 

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) foi iniciada na década de 80 e, de lá pra cá, os jovens que acompanham o evento ganharam experiência para lidar com os desafios de se estar em um país estrangeiro pela primeira vez. Pela orla de Copacabana foi possível conversar na tarde desta segunda-feira, 22, com vários veteranos de outras jornadas que partilharam umas dicas para a peregrinação.
A cubana Zoila Murgado, 34, mora em Miami, Estados Unidos, e já participou de três edições: em 1997 em Paris, França; em 2000 em Roma, Itália; e em 2002 em Toronto, Canadá. Ela sugere que os peregrinos usem os transportes públicos apenas para longas distâncias. “Caminhando você encontra outros peregrinos, há mais intercâmbio cultural. Mas não vale sair sem a mochila e a camiseta, pois elas nos identificam e já abrem espaço para o início de conversa, e mesmo que não falem a mesma língua, a fé nos une”.
Zoila fala também sobre a importância de se participar da Via Sacra. “Não percam, pois é a essência do cristão, é preciso carregar a cruz com Jesus.” Ela está na cidade com outro conterrâneo, Alan Blanco, 36, que alerta para a importância de se beber muita água e tirar muitas fotografias. “Água para a saúde, fotos para as lembranças eternas”, afirma ele, que já participou da Jornada no Canadá, em 2005 em Colônia, Alemanha, em 2008 em Sidney, Austrália, e em 2011 em Madri, Espanha.
Natural da República Dominicana, Guilherme Diaz, 39, acredita que para conciliar o turismo à intensa programação da JMJ é preciso se programar. “Já defina aonde quer ir e aproveite os intervalos na programação, pois o tempo é curto”, disse. Os três amigos são da Arquidiocese de Miami e estão no Rio de Janeiro pela primeira vez.

Clima

Em relação à adaptação ao clima diferente e às altas temperaturas, o  canadense Gerry Dafour, 32, acredita que o principal é confiar em Deus e na organização do evento. “Há muitas provações e dificuldades, mas basta ter calma, rezar e seguir as instruções. Se chover, ou se fizer sol, a JMJ e seu encontro com Deus acontece do mesmo jeito,” disse ele, que acompanha um grupo de outros cinco conterrâneos na JMJ Rio2013 e participou da Jornada em Madri e Toronto.
Andar sempre em grupo para não se perder, vestido com as camisetas do evento e crachás, e aprender já no primeiro dia os pontos de referência para chegar ao seu alojamento são as principais dicas da argentina Ronima Carro, 30. “Leve sempre água consigo, e também guarda-chuvas, jaqueta e um short, pois se fizer calor, por que não ir à praia no intervalo?”, responde, animada a argentina que já participou na JMJ em Toronto.

Troca

Uma tradição da JMJ está nas trocas de bandeiras, botons e demais artigos produzidos com as cores das bandeiras de cada país, entre os peregrinos. O  estudante Dárcio Montenegro, de Manaus, AM, é enfático. “É bom trazer artigos típicos, pois tudo é uma grande novidade”. Para alguns veteranos como a argentina Maria Beatriz, 31, não é preciso comprar nada para se fazer a troca, que segundo ela chega até aos artigos pessoais. “ Vale tudo, desde que se volte pra casa com muitas coisas diferentes de todos os países; nem que seja um par de meias”, disse.
Os irmãos Eduardo e Natalia Armas, de Santa Fé, Argentina, acreditam que o principal é estar com bons calçados nos pés,  um chapéu para se cobrir do sol e tomar muita água nos eventos públicos. Eles alertam que, mesmo tendo direito às refeições pelo kit peregrino, é bom comprar sempre frutas e pequenos lanches para levar na mochila. “Em Madri, assim como no Rio, tudo é muito distante, então, entre uma caminhada e outra, uma pausa para o lanche vai bem”, disse ele.

Transporte

A alemã Mechthild Herternkamp, 31, está na sua quinta JMJ. Segundo ela, o peregrino não pode ter vergonha de perguntar sempre antes de pegar os meios de transporte, pois com as variadas opções, e o tempo curto, não é estratégico perder tempo pegando o transporte errado. “Gosto de participar de todas as atividades, então me disciplino pra saber exatamente a que horas devo sair e como faço para ir até lá”, afirma ela.

O professor de história Bruno Sergio Lima, 21, de Itajaí, SC, disse acreditar que o peregrino deve ter disposição para ir a todos os eventos, pois muitas atividades acontecem simultaneamente então é preciso se organizar e se preparar não só na parte física e logística, mas também espiritualmente.
“É preciso coragem para falar com o coração, pois enfrentamos a diferença de idiomas, culturas e o essencial é viver a fé que há em nós”. Segundo ele, é fundamental ainda viver o discurso de Papa Francisco, aproveitar e fazer amigos. “Hoje possuo amigos em Madri, quando participei da JMJ lá, me hospedei em casas de família, até hoje são meus pais espirituais, cuidam e zelam pelo meu bem estar. É preciso estar aberto a essa experiência”.

Fique ligado! As três dicas abaixo são unanimidade entre os veteranos da JMJ:
- Beber bastante água;
- Se alimentar sempre, não só nas refeições principais;
- Estar aberto para fazer amigos.

Fonte: JMJ Rio2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE


 
"Em julho de 2013, a ‘Cidade Maravilhosa’ será invadida por jovens que dirão ao século 21 que eles têm esperança, que eles acreditam num Deus que os procura e os leva a sério, que eles sabem construir um mundo sem guerras melhor que seus antepassados e, principalmente, que eles querem ser felizes construindo a civilização do amor, onde se dá espaço para a ordem, para a paz, para a justiça e para os autênticos valores humanos e cristãos. " Dom Antonio Augusto
Fonte: http://pt.radiovaticana.va/news/2013/05/22/dom_augusto_e_os_jovens_da_jmj_rio2013/bra-694487
do site da Rádio Vaticano
Foto
 
 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

JUVENTUDE



A juventude é o tema da Campanha da Fraternidade de 2013. O objetivo da iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é fazer, juntamente com a toda a sociedade civil, uma reflexão a respeito da situação dos jovens, suas oportunidades e os seus problemas.

Sem dúvida, o principal problema da juventude é a droga. O consumo de crack vem crescendo assustadoramente e a presença desse tipo de droga já é encontrada em praticamente todo o Maranhão. É um produto barato, mas que vicia com rapidez e também destrói rápido o viciado.

Estado e municípios, e também a Igreja e a sociedade civil como um todo, devem aproveitar esse período da campanha para analisar o que tem sido feito para afastar os jovens da droga, e a eficiência dos programas de tratamento dos viciados.

Educação, esporte e lazer são essenciais para o afastamento dos jovens do vício. A escola precisa oferecer isso às crianças e adolescentes. Infelizmente, temos um sistema educacional que não atrai os jovens, a maioria dos colégios públicos não tem quadras para as práticas esportivas e culturais.

Em tempo: O debate sobre este assunto não deve acontecer somente na temporada da quaresma, o tempo de duração da Campanha da Fraternidade de cada ano.

fonte

http://mearim.com.br/materia_coluna.php?n=7032&e=50

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013


CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013 – FRATERNIDADE E JUVENTUDE

1.      Estamos passando por intensas mudanças de época em que o que sustentava uma visão de mundo ontem, hoje já não tem tanta importância. Agora estamos num mundo globalizado, eum que todos são afetados por tudo o que acontece em qualquer lugar.

2.      Antes alguns critérios determinava uma certa visão de mundo, hoje há diversidade de propostas aceitas como válidas, num contexto mais amplo.

3.      As mudanças estão atingindo todos os setores da sociedade como economia, politica, ciências, educação, esporte, artes religião etc....

4.       As mudanças estão atingindo, especialmente jovens e família, e portanto   os relacionamentos muitas vezes são instáveis.

5.      O papel exercido pelos país e pela escola, na cultura tradicional, agora é representado, com mais força pelos meios de comunicação de massa.

6.      Muitos são os pontos positivos decorrentes de todas as mudanças, especialmente a valorização da pessoa humana, a troca de experiência, o respeito à diversidade cultural, a busca de Deus, em contraposição à avassaladora cultura articifial, que avança rapidamente.

7.      As rápidas mudanças tem trazido alguns conflitos entre gerações e um certo individualismo aos jovens, que busca desenfreadamente uma felicidade no presente, sem grandes preocupações com o amanhã.

8.      O jovem de hoje apresenta diferenças marcantes com o jovens por exemplo dos anos 60, que se organizava especialmente no meio estudantil e tinha uma atuação política bem determinada.

9.      A partir dos anos 90 os jovens tiveram envolvimento em grupos culturais, música, dança e teatro.

10.   Apareceu um novo traço na pertença desses jovens, que se mostram capazes de transitar por diversos grupos ou tribos , também através das redes sociais. A internet criou uma aldeia global.

11.   Nota-se, no entanto que os jovens buscam espaço para organização, mas sem participação politica partidária.

12.   O novo jeito de o jovem ser e interagir tem suas raízes nessa comunicação em rede, onde ele rapidamente pode ser ouvido, visto e considerado.

13.   Contudo, o perigo que se estabelece é o risco de o jovem querer estar sempre conectado em detrimento das relações interpessoais e presencial.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

JOVEM, CAMINHE NA LUZ!






PADRE FÁBIO DE MELO

O mundo nos trata como objeto. Muitos têm sido privado da felicidade por causa da prostituição social, das drogas, do álcool. Não se engane, porque o diabo nos tenta a partir de pequenas concessões. Quando menos esperamos, estamos vivendo escravos do prazer temporário e privados de nossa liberdade. Meus irmãos, não se enganem; a felicidade que o Senhor nos propõe se faz por meio do sofrimento, porém ela é verdadeira, real, concreta. São Paulo sabia que Timóteo era jovem e ofereceu a ele a disciplina como meio de alcançar a vitória.

Estamos às vésperas das Olimpíadas. Vamos ver muitos no pódio, porém, para chegar lá o atleta sabe que precisa de vitórias diárias, deve reconhecer seus limites com humildade e esforçar-se. Se você se empenha em buscar coisas boas, colherá coisas boas, mas se se esforçar para alcançar coisas ruins, colherá coisas ruins. O desafio de São Paulo a Timóteo é um convite ao testemunho. Ele deseja que seu discípulo vá anunciar, pelo mundo, a felicidade longe da escravidão do pecado. Aquele que deixa seus vícios, que aprende o segredo da felicidade, imediatamente é chamado a anunciar aos seus amigos a Boa Nova.

Portanto, meus irmãos, depois que jogamos fora todas as ervas daninhas que há em nós, após realmente assumirmos que, no Senhor, está o caminho da nossa felicidade, mas, por ventura, alguém quiser roubar novamente nosso caminho, é preciso que tenhamos a coragem de “ascender as luzes”, que investiguemos, novamente, em cada local, nossa história. Para Timóteo foi muito bom ter recebido a carta de São Paulo, pois esta foi, na vida dele, um instrumento de coragem, porque ninguém é “forte” sozinho. Tenha a ousadia de ser um amigo que leve o outro para o céu.

Coragem! Caminhe na luz, pois ninguém é feliz na escuridão. Deus o ama. Você não está só; Ele cuida de você e, hoje, lhe diz: "Coragem. Que a força do Altíssimo seja derramada em você". Ele o espera, jovem, para que seja profeta, testemunha do céu entre seus amigos. Assuma a força do céu que há em você!

Deus o ama. Você não está só. Ele cuida de você e lhe diz: Coragem!

Transcrição e adaptação: Ricardo Gaiotti

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

ADOLESCÊNCIA




Construa um texto usando as seguintes palavras:


1- Adolescência

2- Família

3- Amigos

4- Estudos

5- Responsabilidade e Liberdade

6- Deus

7- Solidariedade

 Faça o seu texto e publique no espaço para comentários. Não esqueça de colocar o seu nome.

quarta-feira, 14 de março de 2012

VOLUNTARIADO

Texto: Giovanna C. Cristofoletto
Fotos: Celina Missura

O voluntariado não é somente ajudar o outro, mas também conviver com pessoas especiais, dando carinho, atenção e acolhimento.
A presença do jovem voluntário na vida de uma pessoa carente é como um consolo para aliviar o sofrimento e a solidão. Em troca vem o sentimento de alegria e felicidade por ter ajudado alguém que necessitava.
Nas atividades do voluntariado se brinca, joga, faz teatro, se diverte e em cada situação as experiências são singulares.
Na minha esperiência de trabalho voluntário já convivi com crianças engraçadas, divertidas, carinhosas, bagunceiras, alegres, falantes...etc...com seu prórpio jeito de ser.
O voluntariado estudantil ajuda o jovem a conviver com o diferente e é um aprendizado para a vida.

terça-feira, 13 de março de 2012

“Faça milhões de amigos”




A campanha de hospedagem da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 invadiu as redes sociais neste final de semana.




Com o tema “Faça milhões de amigos”, a imagem escolhida para ilustrar a acolhida do povo carioca é de uma família comum que ganha dois novos membros peregrinos da JMJ.



De acordo com o diretor de criação da agência Scalla Comunicação, responsável pela campanha, Marco Cazumba, a imagem do casal representa o Cristo Redentor, que está de braços abertos para acolher os peregrinos.



O pré-lançamento da campanha foi feito no dia 28 de fevereiro, no Edifício João Paulo II, sede do Comitê Organizador Local (COL) para os coordenadores paroquiais, membros da Pastoral da Comunicação (Pascom) e blogueiros, que receberam a missão de difundir o material através das mídas sociais.




A ação de marketing através das redes faz parte da preocupação do COL com o uso de carbono zero.



Segundo a irmã Graça Maria, responsável pelo Setor de Hospedagem, o foco inicial da campanha são as paróquias que ficam no Grande Rio e centro de Niterói. “Nós vamos atingir primeiro a nossa casa.




A equipe de hospedagem é o nosso braço direito, braço esquerdo, perna direita e perna esquerda, porque é ela que vai marcar a Jornada pela qualidade de nossa acolhida”, disse.



Para Neite Bertine, a mãe da família que aparece na imagem de divulgação da campanha, é uma emoção e uma responsabilidade muito grande a família dela ser a família da imagem de divulgação: “Todas as pessoas estarão nos olhando como família-modelo, e não temos essa pretensão.



A gente quer apenas que as pessoas abram as suas casas para que milhões de jovens possam vir para esse evento, que traz uma felicidade, uma emoção indescritível.




Somente participando da Jornada é possível compreender a dimensão que essa campanha traz, acolher pessoas aí na sua casa, numa casa simples, do jeito que for, mas que abra a porta para que a pessoa possa entrar e descansar para, no dia seguinte, tornar a participar com afinco das atividades”, explicou.



A meta da campanha é conseguir 500 mil hospedagens até julho deste ano e 2 milhões até março de 2013. O sistema de distribuição de peregrinos será por grupo linguístico



Outra preocupação da equipe de hospedagem do COL é com locais de fácil acesso para acolher portadores de necessidades especiais e bispos catequistas, que serão hospedados em áreas próximas de onde serão dadas as catequeses durante a JMJ.




Além das casas de famílias, também hospedarão peregrinos e voluntários, instituições militares, paróquias, escolas e universidades católicas, escolas públicas e faculdades particulares não confessionais.



As inscrições para as famílias que desejam participar da acolhida de peregrinos já podem ser feitas pelo site www.rio2013.com/pt/hospedagem.



Os coordenadores paroquiais que faltaram às reuniões sobre o sistema de hospedagem da JMJ tiveram um encontro com o COL, no Edifício João Paulo II, na Glória, em 6 de março.


Fonte: http://www.rio2013.com

Por Christiane Sales e Renato Francisco

O QUE É SER PROTAGONISTA?



Texto:Roosevelt R. da Costa*


Baseando-se na etimologia da palavra Protagonismo (Proto = principal, primeiro; agon = luta; agonistes = lutador), considera-se protagonista um ser que atua diretamente no processo de desenvolvimento pessoal e de transformação da sua própria realidade assumindo um papel central, ou seja, de ator principal.

No contexto escolar e sócio-comunitário, ações protagônicas deverão envolver, principalmente, jovens educandos no sentido de ampliar o seus cabedal de conhecimentos e repertórios interativos para que adquiram maior capacidade de interferir, de forma ativa, construtiva e solidária no processo de identificação e minimização dos problemas reais na escola, na comunidade e, conseqüentemente, na sociedade.

O desenvolvimento de ações protagônicas na escola pressupõe uma modificação na maneira de entender os adolescentes e de agir em relação a eles. O adolescente deve começar a ser visto como solução ou parte primordial de soluções e não como problema. Assim, o educando será fonte de iniciativa (na medida em que é dele que parte a ação), de liberdade (uma vez que na raiz de suas ações está uma decisão consciente) e de compromisso (manifesto na sua disposição em responder por seus atos) disseminando suas idéias com participação autêntica, nas suas relações sociais.







Assim, quando o adolescente, individualmente ou em grupo, envolve-se na solução de problemas reais, atuando como fonte de iniciativa, liberdade e compromisso, temos um quadro de participação genuína no contexto escolar ou sócio-comunitário, o qual pode ser chamado de protagonismo juvenil.

Na perspectiva do protagonismo juvenil, é imprescindível que a participação do adolescente seja de fato autêntica e não simbólica, decorativa ou manipulada. Essas últimas são, na verdade, formas de não-participação. Tais formas desviadas de participação podem causar danos ao desenvolvimento pessoal e social dos jovens, além de minar a possibilidade de um convívio autêntico entre eles e seus educadores. A participação é a atividade mais claramente ontocriadora, ou seja, formadora do ser humano, tanto do ponto de vista pessoal como social.

Compromisso ético entre educadores e educandos, clareza conceitual acerca dos temas abordados e vontade política dos educadores e gestores no sentido de contribuir, através dos seus trabalhos, para o desenvolvimento de grupos conscientes e participativos são pré-requisitos que potencializam a construção coletiva de atividades que possam gerar impactos mais significativos na qualidade de vida da comunidade escolar.






Desse modo, o jovem protagonista deve estar sempre bem fundamentado acerca dos temas emergentes na sua comunidade e comprometido com a identificação e superação (ou minimização) dos problemas locais para que o seu trabalho seja sempre valorizado e reconhecido.

Uma habilidade de extrema importância a ser desenvolvida pelo jovem protagonista é a de se comunicar no sentido de compartilhar informações e saber ouvir. Para isso, a comunicação deve ser entendida como um processo horizontal, no qual o diálogo é a sua principal característica. Em conseqüência, os diferentes interlocutores poderão emitir e receber mensagens, interpretá-las e reinterpretá-las na construção de um significado.



Vale ressaltar que, para compartilhar informações, existem muitas modalidades e processos de comunicação que podem ser utilizadas no interior da escola, como dramatizações, utilização de músicas, vídeos, artigos, reportagens, livros didáticos etc. Essa diversidade de mídias, associada à criatividade dos jovens potencializa o desenvolvimento de diversas atividades com grande participação da comunidade escolar.

A evolução do trabalho com jovens adolescentes para implementação de uma ação protagônica segue, de modo geral, as seguintes etapas:

1. Apresentação (ou identificação) da situação-problema.

A situação deve ser apresentada do modo mais realista e desafiante possível. É necessário embasá-la em dados, informações e objetivos.

2. Proposta de alternativas ou vias de solução.
Deve-se procurar extrair do grupo o maior número de alternativas ou vias de solução para o problema apresentado.

3. Discussão das alternativas de solução apresentadas.
As propostas devem ser discutidas e criticadas livremente. O grupo deve estar consciente de que as idéias e não as pessoas que as apresentam estão em julgamento.

4. Tomada de decisão.


Durante a discussão, o grupo vai descartando as alternativas mais inviáveis e inconsistentes até chegar à decisão final, que pode ser unânime ou majoritária. Só em caso de omissão da maioria do grupo, a solução deve ser minoritária. Essa, contudo, é uma situação indesejável, que deve ser evitada ao máximo por todos.

Na realização de atividades com outros jovens, cabe ao protagonista: * Envolver-se na identificação da situação-problema e estimular os demais a posicionar-se diante delas;

* Empenhar-se para que o grupo não desanime nem se desvie dos objetivos propostos;
* Favorecer o fortalecimento dos vínculos entre os membros do grupo;
* Motivar o grupo a avaliar permanentemente sua atuação e, quando necessário, replanejá-la;
* Manter o clima de empenho e mobilização do grupo;
* Administrar oscilações de comportamento entre os demais jovens, como conflitos, passividade, indiferença e agressividade.
* Respeitar a identidade, o dinamismo e a dignidade de cada um dos membros do grupo.

Essa maneira de trabalhar certamente irá contribuir para que as potencialidades dos jovens possam emergir com uma conduta de enfrentamento de modo efetivo dos problemas da escola, da comunidade e da vida social. O fundamental é acreditar sempre nesse potencial criador e na força transformadora dos jovens.

Bibliografia

COSTA, Antônio Carlos Gomes. O adolescente como protagonista. Material didático pedagógico da oficina de capacitação do Projeto Estamos Juntos. Maputo, 2006.
OLIVEIRA, Valdir de Castro. Comunicação, informação e ação social. Material didático pedagógico da oficina de capacitação do Projeto Estamos Juntos. Maputo, 2006.


* Professor de Ciências e Biologia da Nossa Escola



Fonte:http://jornal.nossaescola.com.br/news.aspCATEGORIA=ARTIGOS&IDNOTICIA=152