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quarta-feira, 8 de março de 2017
domingo, 15 de novembro de 2015
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Páscoa: a vida como dom maior
Páscoa: a vida como dom maior
FREI BETTO *
Celebrar a Páscoa é reafirmar a nossa fé na ressurreição de Cristo e na própria ressurreição de todos os nossos projetos de justiça. A morte é a nossa única certeza de futuro. A postura que temos diante da morte traduz o sentido que damos à vida. Temem a morte aqueles que não conseguiram ainda imprimir à vida uma direção, uma razão de ser. Ou se apegaram demasiadamente a bens e prazeres que lhes adornam o ego.
Outrora, a morte incorporava-se ao nosso cotidiano: morria-se em casa, cercado de parentes e amigos. Em Minas, havia velório com pão de queijo e cachaça, carpideiras e proclama em postes, missa de corpo presente e despedidas no cemitério, celebração de 7º dia e luto. Em suma, celebrava-se o rito de passagem.
Hoje, o enterro tornou-se mais um produto de consumo. Morre-se clandestinamente, num leito anônimo de hospital ou em gavetas de um necrotério, como se o falecido fosse uma presença tão incômoda quanto gato em loja de cristais. Não há choro nem vela, nem fita amarela.
Em tudo, há começo, meio e fim. No entanto, nossa racionalidade, tão equipada de conceitos, esvai-se nos limites da vida. Só a fé tem algo a dizer a respeito desta fatalidade. Se Cristo não houvesse ressuscitado, afirma São Paulo, nossa fé seria vã. Mas a vitória da vida sobre a morte arranca da injustiça o troféu da última palavra. No ocaso da existência — lá onde toda palavra humana é inútil alquimia — Deus irrompe como um teimoso posseiro. E, como no amor, não há nada a dizer, só desfrutar.
Na América Latina, morre-se antes do tempo. De cada 1.000 crianças brasileiras nascidas vivas, 27 morrem antes de completar um ano. Aqui, a morte não é uma possibilidade remota. Ela nutre o sistema econômico. Sem privar milhares de brasileiros de possibilidades reais de vida, não seria possível entregar aos credores da dívida pública R$ 600 milhões por dia!
Tira-se tudo isso dos minguados salários dos trabalhadores, através de cirurgias assassinas eufemisticamente denominadas “ajustes fiscais”. Mata-se à prestação, lenta e cruelmente, como se o direito à vida fosse um luxo.
A morte é, pois, uma questão política, assim como a esperança, centrada no mistério pascal, move a nossa luta pela vida, dom maior de Deus. Ora, a ressurreição de Cristo não significa apenas que do outro lado desta vida encontraremos a inefável comunhão de Amor. Diz respeito também à vida nesta Terra. “Vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (João, 10, 10).
Não haverá vida em abundância senão pela via das mediações políticas, como a distribuição de renda, a reforma agrária, o investimento em educação e saúde. Minha generosidade pode oferecer, hoje, um prato de comida ao faminto. Amanhã ele terá fome. Só a política é capaz de acabar com o que ela também cria: a fome e a miséria. Nesse sentido, eleger candidatos empenhados “para que todos tenham vida” é um gesto pascal, ressurrecional.
Vivemos num mundo em busca de equilíbrio. Dos dois lados, Ocidente e Oriente, convivemos com fundamentalismos religiosos. Mata-se em nome de Deus. E enquanto o Ocidente sente-se no direito de ridicularizar o que o Oriente considera sagrado, o Oriente julga-se no dever de calar os profanadores pela violência. A Páscoa deve servir de momento de reflexão: que outro mundo almejamos? É possível alcançar a paz se 2/3 da humanidade vivem abaixo da linha da pobreza? O caminho da paz é a imposição das armas ou a conquista da justiça?
A Páscoa nos convida à interiorização, a meditar de olhos bem abertos. Não é lá no túmulo de Jerusalém que, agora, Jesus ressuscita. É em nosso coração, em nossa solidariedade, em nossa capacidade de enxergá-lo no próximo, em especial nos mais pobres, com quem ele se identificou (Mateus 25, 31-46). A pedra a ser retirada, para que a vida floresça, é a que pesa em nossa subjetividade, amarra-nos ao egoísmo e nos imobiliza frente aos desafios de solidariedade.
Frei Betto é escritor, autor da biografia de Jesus “Entre todos os homens” (Ática), entre outros livros.
FREI BETTO *
Celebrar a Páscoa é reafirmar a nossa fé na ressurreição de Cristo e na própria ressurreição de todos os nossos projetos de justiça. A morte é a nossa única certeza de futuro. A postura que temos diante da morte traduz o sentido que damos à vida. Temem a morte aqueles que não conseguiram ainda imprimir à vida uma direção, uma razão de ser. Ou se apegaram demasiadamente a bens e prazeres que lhes adornam o ego.
Outrora, a morte incorporava-se ao nosso cotidiano: morria-se em casa, cercado de parentes e amigos. Em Minas, havia velório com pão de queijo e cachaça, carpideiras e proclama em postes, missa de corpo presente e despedidas no cemitério, celebração de 7º dia e luto. Em suma, celebrava-se o rito de passagem.
Hoje, o enterro tornou-se mais um produto de consumo. Morre-se clandestinamente, num leito anônimo de hospital ou em gavetas de um necrotério, como se o falecido fosse uma presença tão incômoda quanto gato em loja de cristais. Não há choro nem vela, nem fita amarela.
Em tudo, há começo, meio e fim. No entanto, nossa racionalidade, tão equipada de conceitos, esvai-se nos limites da vida. Só a fé tem algo a dizer a respeito desta fatalidade. Se Cristo não houvesse ressuscitado, afirma São Paulo, nossa fé seria vã. Mas a vitória da vida sobre a morte arranca da injustiça o troféu da última palavra. No ocaso da existência — lá onde toda palavra humana é inútil alquimia — Deus irrompe como um teimoso posseiro. E, como no amor, não há nada a dizer, só desfrutar.
Na América Latina, morre-se antes do tempo. De cada 1.000 crianças brasileiras nascidas vivas, 27 morrem antes de completar um ano. Aqui, a morte não é uma possibilidade remota. Ela nutre o sistema econômico. Sem privar milhares de brasileiros de possibilidades reais de vida, não seria possível entregar aos credores da dívida pública R$ 600 milhões por dia!
Tira-se tudo isso dos minguados salários dos trabalhadores, através de cirurgias assassinas eufemisticamente denominadas “ajustes fiscais”. Mata-se à prestação, lenta e cruelmente, como se o direito à vida fosse um luxo.
A morte é, pois, uma questão política, assim como a esperança, centrada no mistério pascal, move a nossa luta pela vida, dom maior de Deus. Ora, a ressurreição de Cristo não significa apenas que do outro lado desta vida encontraremos a inefável comunhão de Amor. Diz respeito também à vida nesta Terra. “Vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (João, 10, 10).
Não haverá vida em abundância senão pela via das mediações políticas, como a distribuição de renda, a reforma agrária, o investimento em educação e saúde. Minha generosidade pode oferecer, hoje, um prato de comida ao faminto. Amanhã ele terá fome. Só a política é capaz de acabar com o que ela também cria: a fome e a miséria. Nesse sentido, eleger candidatos empenhados “para que todos tenham vida” é um gesto pascal, ressurrecional.
Vivemos num mundo em busca de equilíbrio. Dos dois lados, Ocidente e Oriente, convivemos com fundamentalismos religiosos. Mata-se em nome de Deus. E enquanto o Ocidente sente-se no direito de ridicularizar o que o Oriente considera sagrado, o Oriente julga-se no dever de calar os profanadores pela violência. A Páscoa deve servir de momento de reflexão: que outro mundo almejamos? É possível alcançar a paz se 2/3 da humanidade vivem abaixo da linha da pobreza? O caminho da paz é a imposição das armas ou a conquista da justiça?
A Páscoa nos convida à interiorização, a meditar de olhos bem abertos. Não é lá no túmulo de Jerusalém que, agora, Jesus ressuscita. É em nosso coração, em nossa solidariedade, em nossa capacidade de enxergá-lo no próximo, em especial nos mais pobres, com quem ele se identificou (Mateus 25, 31-46). A pedra a ser retirada, para que a vida floresça, é a que pesa em nossa subjetividade, amarra-nos ao egoísmo e nos imobiliza frente aos desafios de solidariedade.
Frei Betto é escritor, autor da biografia de Jesus “Entre todos os homens” (Ática), entre outros livros.
sábado, 12 de abril de 2014
0 ESPAÇO SAGRADO
Pe. Enrique Illarze,oasb.
I. - Conceitos básicos – Uma aproximação teológica.
A história da humanidade nos diz que, sempre têm existido lugares onde a presença do Sagrado é especialmente forte e onde os seres humanos tem tido a possibilidade de se comunicar e relacionar com ele, através da oferenda, a oração e a propiciação, sentindo-se
assim próximos do Mistério. Esses lugares estavam primeiro na natureza: montanhas, fontes, árvores, pedras e depois foram edificados em seu entorno ou sobre eles, edificações que continham elementos representativos ou simbólicos sacros e nos quais a presença física
do divino (imagem, símbolos cúlticos), era de especial relevância. Os Espaços Sagrados tem então a característica de serem LUGARES DE ENCONTRO entre o humano e o divino, nas suas diferentes formas. Nós, cristãos, damos a essa realidade transcendente e
misteriosa o nome de Deus, nosso Criador e Pai, onipotente e onipresente, que se revela e quer se comunicar conosco. Por isso reservamos certos lugares onde realizar, de forma privilegiada, mas não única, nossa comunicação e relacionamento com Ele, e damos aos
mesmos o nome de “Templos” ou de “Igrejas”. Eles não se identificam pela presença física do Divino, mas pela celebração do mistério que neles acontece.
II. - Templo ou Igreja?
Ambos os termos são usados como sinônimos, ainda que não o sejam. É bom saber por que seria preferível usar a palavra TEMPLO para designar o edifício ou lugar que define o
espaço pública e exclusivamente dedicado ao culto de Deus. A palavra IGREJA designa algo mais grande e profundo do que a mera edificação física.
Originariamente, a palavra grega ekklesia significava a reunião ou assembléia dos cidadãos, e só por extensão passou a
designar o lugar da mesma. Para os cristãos é essa ação de se reunir o que define o espaço como sagrado, o lugar da presença de seu Mestre e Salvador: ”Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu Nome, eu estou no meio deles” (Mt. 18,20). Seus seguidores
somos convocados, semanalmente, no dia da sua Páscoa, para fazer memória de Ele, e assim reunidos, ser as “pedras vivas”, que integram o “Templo”, conforme as palavras de Pedro (1 Pe. 2,5) e Paulo (1Cor. 3,17). Falamos então que os cristãos UNIDOS pelo
Espírito Santo constituem o Corpo Místico de Cristo, isto é, a Igreja propriamente dita.
Por isso, Jesus é o verdadeiro “lugar” do culto cristão, seu “Templo”, e doravante, o culto estará ligado a Ele: “mas Ele falava do Templo de seu corpo” (Jô, 2, 21), pois pela Encarnação divina, a humanidade de Jesus é o lugar da presença e da manifestação de Deus no meio de toda a Criação.
Todavia, e pelas suas limitações, o ser humano precisa expressar sua adoração servindo-se da materialidade do próprio corpo e criando, com suas mãos e inteligência lugares onde através da beleza e harmonia das ações neles desenvolvidas se expressem a Beleza e
Bondade divinas, e possam se tornar espaços sagrados de culto, de “Encontro” com o mistério de Deus. Por todas estas razões preferimos usar o termo “templo” para nos referir à estrutura física (ex.: o templo da Catedral ou da Paróquia) e reservar “Igreja” para os
1cristãos reunidos ou para a Instituição (ex.: a Igreja Episcopal Anglicana; a Igreja local
reuniu-se em Concílio).
continuação do artigo em
http://centroestudosanglicanos.com.br/bancodetextos/arte/o_espaco_sagrado_e_liturgico.pdf
sábado, 8 de março de 2014
Papa: Francisco tem valorizado o papel das mulheres na Igreja
Ao longo do primeiro ano de pontificado o Papa falou várias vezes na importância da mulher na Igreja Católica
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Lisboa, 08 mar 2014 (Ecclesia) – A ex-deputada, Rosário Carneiro acredita que o papel das mulheres na Igreja não vai mudar mas elogia a atenção que o Papa lhes tem dado, ao falar em vários momentos do pontificado na importância da mulher na Igreja.
“Apesar de tudo no discurso do Papa não há sinais de uma Igreja com mais mulheres, tornando a Igreja menos masculina. Francisco reitera toda a importância que a mulher tem na Igreja mas diz também que a sua dignificação não passa pela sua clarificação” mostrando assim que “não há abertura” para mudanças no papel da mulher na Igreja Católica, refere Rosário Carneiro em declarações à Agência ECCLESIA. O papel das mulheres na Igreja e se elas devem ou não estar mais presentes no seio da organização é algo que a ex-deputada portuguesa considera ser “um dos grandes desafios da Igreja contemporânea” a par “do celibato”. “Mas o Papa tem a prudência de dizer que está a ouvir e é bom ouvir porque é ouvindo que se podem escrutinar os sinais do tempo, não ir atrás da espuma dos tempos que passa e nada fica mas sim ter sinais das tendências, do sentir de uma comunidade que é a Igreja laica”. Uma mudança no papel da mulher seria “uma mudança estrutural e de contextos sociais” porque o mundo é muito diferente “do que era há 50 anos, nem que seja a nível geográfico”, conclui Rosário Carneiro em declarações à Agência ECCLESIA. Durante uma conversa com os jornalistas no avião que fazia a viagem de regresso ao Vaticano depois da participação nas Jornadas Mundiais da Juventude, que decorreram em julho do ano passado no Rio de Janeiro, Francisco falou sobre o papel das mulheres na Igreja dizendo que “é necessário fazer uma profunda teologia da mulher”. “Uma Igreja sem as mulheres é como o Colégio Apostólico sem Maria. O papel das mulheres na Igreja não é só a maternidade, a mãe de família, mas é mais forte: é precisamente o ícone da Virgem Maria, de Nossa Senhora; aquela que ajuda a Igreja a crescer”, afirmou na altura. Na sua primeira exortação apostólica, ‘Evangelii Gaudium’ (a alegria do Evangelho, em português), o Papa Francisco afirma que a Igreja Católica tem de “ampliar os espaços” para uma presença feminina “mais incisiva” alargando essa presença aos “vários lugares onde se tomam as decisões importantes, tanto na Igreja como nas estruturas sociais”. Já antes do documento ser conhecido, em outubro de 2013 Francisco abordou o tema num seminário de estudo promovido pelo Conselho Pontifício para os Leigos, no 25.º aniversário da carta apostólica ‘Mulieris dignitatem’ (a dignidade da mulher), de João Paulo II. “Eu sofro, de verdade, quando vejo na Igreja ou nalgumas organizações eclesiais que o papel de serviço, que todos temos e devemos ter, da mulher resvala para um papel de ‘servidão’”, referiu Francisco propondo nesta ocasião uma maior valorização do papel da mulher na Igreja. Para o Papa quando as mulheres desempenham funções de “servidão” e não “serviços” na Igreja é porque não se “entendeu bem” o que devem fazer. A mulher, precisou, “tem uma sensibilidade particular pelas ‘coisas de Deus’, sobretudo no ajudar a compreender a misericórdia, a ternura e o amor de Deus”. “Apraz-me pensar que a Igreja não é ‘o Igreja’, é mulher. É mãe. Isto é belo”, acrescentou. Uma ideia que reforçou no final do mês de janeiro deste ano quando recebeu em audiência participantes num congresso promovido pelo Centro Italiano Feminino. Nesta ocasião o Papa Francisco afirmou que a Igreja Católica e a sociedade devem abrir “novos espaços e responsabilidades” à "presença e atividade" das mulheres porque o contributo do “génio feminino continua a ser imprescindível”, sobretudo no âmbito da família, face às profundas transformações culturais e sociais das últimas décadas. Hoje, dia 8 de março, celebra-se o Dia Internacional da Mulher. SN/OC/MD Fonte http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=99375 |
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Novos paradigmas na religiosidade juvenil
Novos paradigmas na religiosidade juvenil
Antes de tudo, precisamos perceber que a religiosidade juvenil tem mudado frequentemente. Diante disso, partimos, aqui, de uma visão ampla da religiosidade que permeia o mundo juvenil, que contribui para sua transcendência. Destacamos a importância da religião na vida do jovem, o cultivo de sua religiosidade e a sua relação com o sagrado.
A fase juvenil é a que mais sente o impacto das mudanças atuais, pois o jovem está em constante transformação e em busca de querer ser o melhor em tudo que faz e, consequentemente, a sociedade lucra com isto. Ao contrário, as peças publicitárias dirigidas à juventude, em suma, colocam o jovem como um mero observador e consumidor de tudo. Temos um jovem que une a sensação de triunfo da modernidade avançada e o desejo de fruição da vida. Como afirma o padre jesuíta João Batista Libânio, o jovem “vê o mundo como um gigante video-game colorido. Está sempre a jogar e ansioso por ganhar. Não sabe perder. Nasceu para triunfar”.
Formas de religiosidade
Percebemos a manifestação, de uma maneira silenciosa, das angústias, indagações, do desejo de responder às suas inquietações como também o de ser reconhecido pela sociedade. Mesmo que para isso abdique de alguns ou muitos valores éticos, morais, religiosos, recebidos pela família, escola e a própria comunidade religiosa.
De mudança em mudança, de tempo em tempo, temos uma juventude carregada de responsabilidade diante da vida (estudo, trabalho, lazer, consumo, entre outras). Mas será que há um espaço para o sagrado? Como se configura a sua religiosidade, hoje?
Há na sociedade uma espécie de selfservice diversificado e atraente, que convida o jovem a experimentar várias religiões, fazendo com que ele consuma apenas o que lhe parece significativo e que atenda às necessidades imediatas. Forma assim uma identidade religiosa sincrética. O ser humano busca sacralizar objetos, lugares e diversos outros elementos, como uma espécie de homenagem e gratidão e, ao mesmo tempo, para que o transcendente seja lembrado e adorado. Procura, através de amuletos, estrelas, duendes, imagens de anjos e santos resolver os problemas pessoais de forma rápida, dando um sentido à sua vida.
Trazendo em sua história pessoal a identidade religiosa familiar, o jovem, muitas vezes, questiona as regras de instituições como a família, a escola e a igreja. Justamente as instituições em que ele mais confia e que mais respeita. Não satisfeito com sua tradição religiosa, procura outras que atendam às suas necessidades existenciais.Essa necessidade de busca pela divindade faz com que criemos imagens desse ser que julgamos superior a todos os outros seres. Não criamos apenas imagens, mas práticas religiosas que acreditamos serem os meios de nos manter diretamente ligados ao transcendente. Temos então, por um lado, uma juventude que acredita ser a religião importante e que com ela se chega mais fácil ao transcendente e, portanto, participam das missas, cultos, eventos de igrejas, grupos de jovens. Encontramos também jovens que acreditam em Deus, porém não seguem nenhuma tradição religiosa.
Segundo as Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista - 2006, há outros elementos relevantes sobre a religiosidade juvenil: “As religiões são fontes de sentido e colaboram de forma decisiva na constituição de sua identidade e de sua visão de mundo; as igrejas possibilitam a reunião de jovens em grupos, constituindo lugares de agregação social e de exercício da cidadania. Muitos jovens saídos desses grupos religiosos têm colaborado de forma decisiva para a sociedade, inserindo-se em partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais e associações”.
Sandra Michelluzzi Biazottoprofessora de Ensino Religioso no Colégio Marista São Luís, de Jaraguá do Sul, SC.zmbiazotto@yahoo.com.br
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
O TEMPO QUE NOS RESTA (Paulo Geraldo)
Foto crédito Celina Missura
O tempo que nos resta
De súbito sabemos que é já tarde.
Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos. Que não será aqui a nossa fe...sta.
De súbito chegamos a saber que andávamos sozinhos. De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos. A solidão deixou de ser um nome apenas. Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos. Dói. Dói tanto! E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor, e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós.
Temos de ter, necessariamente, uma alma. Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo?
Rimos e sabemos que não é verdade. Falamos e sabemos que não somos nós quem fala. Já não acreditamos naquilo que todos dizem. Os jornais caem-nos das mãos. Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm.
Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos. Como os outros. Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente. Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco. Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante onde temos uma herança de nobreza a receber.
O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa. Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante.
E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado. Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído, uma vontade grande de não mais ter medo, o reconhecimento de que é preciso baixar a fronte e pedir ajuda. E perguntar o caminho.
Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos, de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos. E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos. As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo. Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias.
E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas que fizemos e tínhamos tentado esquecer. São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras, que se agitam numa dança animalesca. Não as queremos, mas estão cá dentro. São obra nossa.
Detestarmo-nos a nós mesmos é bastante mais fácil do que parece, mas sabemos que também isso é um ponto da viagem e que não nos podemos deter aí.
Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas. Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início. Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate. Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir… Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons. De complicar a vida. De dar até que comece a doer-nos.
E, depois, continuar até que doa mais. Até que doa tudo. Não queremos perder nem mais uma gota de alegria, nem mais um fio de sol na alma, nem mais um instante do tempo que nos resta.
(Paulo Geraldo)
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
O legado que o Papa Francisco nos deixou
Leonardo Boff
FONTE-
http://leonardoboff.wordpress.com/2013/07/30/o-legado-que-o-papa-francisco-nos-deixou/
Não é fácil em poucas palavras resumir os pontos relevantes das intervenções do Papa Francisco no Brasil. Enfatizo alguns com o risco de omitir outros importantes.
O legado maior foi a figura do Papa Francisco: um humilde servidor da fé, despojado de todo aparato, tocando e deixando-se tocar, falando a linguagem dos jovens e as verdades com sinceridade. Representou o mais nobre dos líderes, o líder servidor que não faz referência a si mesmo mas aos outros com carinho e cuidado, evocando esperança e confiança no futuro.
No campo político encontrou um país conturbado pelas multitudinárias manifestações dos jovens. Defendeu sua utopia e o direito de serem ouvidos. Apresentou uma visão humanística na política na economia e na erradicação da pobreza. Criticou duramente um sistema financeiro que descarta os dois pólos: os idosos porque não produzem e os jovens não criando-lhes postos de trabalho. Os idosos deixam de repassar sua experiência e os jovens são privados de construir o futuro. Uma sociedade assim pode desabar.
O tema da ética era recorrente, fundada na dignidade transcendente da pessoa. Com referência à democracia cunhou a expressão “humildade social” que é falar olho a olho, entre iguais e não de cima para baixo. Entre a indiferença egoista e o protesto violento apontou uma opção sempre possível: o diálogo construtivo. Três categorias sempre voltavam: o diálogo como mediação para os conflitos, a proximidade para com as pessoas para além de todas as burocracias e a cultura do encontro. Todos tem algo a dar e algo a receber. “Hoje ou se aposta na cultura do encontro ou todos perdem”.
No campo religioso foi mais fecundo e direto. Reconheceu que”jovens perderam a fé na Igreja e até mesmo em Deus pela incoerência de cristãos e de ministros do evangelho”. O discurso mais severo reservou-o para os bispos e cardeais latinoamericanos (CELAM). Reconheceu que a Igreja, e ele mesmo se incluíu, está atrasada com referência à reforma das estruturas da Igreja. Conclamou não apenas a abrir as portas para todos, mas a sairem em direção do mundo e para as “periferias existenciais”. Criticou a “psicologia principesca” de membros da hierarquia. Eles tem que ser pobres interior e exteriormente. Dois eixos devem estruturar a pastoral: a proximidade do povo, para além das preocupações organizativas e o encontro marcado de carinho e ternura. Fala até da necessária “revolução da ternura” coisa que ele mostrou viver pessoalmente. Entende a Igreja como mãe que abraça, acaricia e beija. Essa atitude materna os pastores devem cultivar para com os fiéis. A Igreja não pode ser controladora e administradora mas servidora e facilitadora. Enfaticamente afirma que a posição do pastor não é a posição do centro mas a das periferias. Esta afirmação é de se notar: a posição do bispos deve ser “ou à frente para indicar o caminho, ou no meio para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas, ou então atrás para evitar que alguém se desgarre” e dar-se conta de que “o próprio rebanho tem o seu olfato para encontrar novos caminhos”. Ademais, deu centralidade aos leigos para junto com os pastores decidirem os caminhos da comunidade. O diálogo com o mundo moderno e a diversidade religiosa: o Papa Francisco não mostrou nenhum medo face ao mundo moderno; quer trocar e inserir-se num profundo sentido de solidariedade para com os privados de comida e de educação. Todas as confissões devem trabalhar juntas em favor das vítimas. Pouco importa se o atendimento é feito por um cristão, judeu, muçulmano ou outro. O decisivo é que e o pobre tenha acesso à comida e à educação. Nenhuma confissão pode dormir tranquila enquanto os deserdados deste mundo estiverem gritando. Aqui vige um ecumenismo de missão, todos juntos, a serviço dos outros.
Aos jovens dedicou palavras de entusiasmo e de esperança. Contra uma cultura do consumismo e da desumanização convocou-os a serem “revolucionários” e “rebeldes”. É pela janela dos jovens que entra o futuro. Criticou o restauracionismo de alguns grupos e o utopismo de outros. Colocou o acento no hoje:”no hoje se joga a vida eterna”. Sempre os desafiou para o entusiasmo, para a criatividade e para irem pelo mundo espalhando a mensagem generosa e humanitaria de Jesus, o Deus que realizou a proximidade e marcou encontro com os seres humanos.
Na celebração final havia mais de três milhões de pessoas, alegres, festivas e na mais absoluta ordem. Desceu um aura de benquerença, de paz e de felicidade sobre o Rio de Janeiro e sobre o Brasil que só podia ser a irradiação do terno e fraterno Papa Francisco e do Sentimento Divino que soube transmitir.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
FRASES DO PAPA FRANCISCO, NO BRASIL
(Foto - imagempessoal.band.uol.com.br)
1- "O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações»."
2- "E atenção! A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo. É a janela e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço. Isso significa: tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos. Com essas atitudes precedemos hoje o futuro que entra pela janela dos jovens."
3- "Desejo dizer-lhes qual é a conseqüência que eu espero da Jornada da Juventude: espero que façam barulho. Aqui farão barulho, sem dúvida. Aqui, no Rio, farão barulho, farão certamente. Mas eu quero que se façam ouvir também nas dioceses, quero que saiam, quero que a Igreja saia pelas estradas, quero que nos defendamos de tudo o que é mundanismo, imobilismo, nos defendamos do que é comodidade, do que é clericalismo, de tudo aquilo que é viver fechados em nós mesmos. As paróquias, as escolas, as instituições são feitas para sair; se não o fizerem, tornam-se uma ONG e a Igreja não pode ser uma ONG. Que me perdoem os Bispos e os sacerdotes, se alguns depois lhes criarem confusão. Mas este é o meu conselho. Obrigado pelo que vocês puderem fazer."
4- "...digo a cada um e a cada uma de vocês: «bote fé» e a vida terá um sabor novo, a vida terá uma bússola que indica a direção; «bote esperança» e todos os seus dias serão iluminados e o seu horizonte já não será escuro, mas luminoso; «bote amor» e a sua existência será como uma casa construída sobre a rocha, o seu caminho será alegre, porque encontrará muitos amigos que caminham com você. «Bote fé», «bote esperança», «bote amor»! "
5- "...Quando aceitamos a Palavra de Deus, então somos o Campo da Fé! Por favor, deixem que Cristo e a sua Palavra entrem na vida de vocês, deixem entrar a semente da Palavra de Deus, deixem que germine, deixem que cresça. Deus faz tudo, mas vocês deixem-no agir, deixem que Ele trabalhe neste crescimento!"
6- "Jovens, por favor, não se ponham na «cauda» da história. Sejam protagonistas. Joguem ao ataque! Chutem para diante, construam um mundo melhor, um mundo de irmãos, um mundo de justiça, de amor, de paz, de fraternidade, de solidariedade. Jogai sempre ao ataque! São Pedro nos diz que somos pedras vivas que formam um edifício espiritual "
7-"... Vocês são aqueles que tem o futuro! Vocês… Através de vocês, entra o futuro no mundo. Também a vocês, eu peço para serem protagonistas desta mudança. Continuem a vencer a apatia, dando uma resposta cristã às inquietações sociais e políticas que estão surgindo em várias partes do mundo. Peço-lhes para serem construtores do mundo, trabalharem por um mundo melhor. Queridos jovens, por favor, não «olhem da sacada» a vida, entrem nela. Jesus não ficou na sacada, mergulhou…"
8- "...Queridos amigos, não se esqueçam: Vocês são o Campo da Fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor..."
9- "Queridos jovens, talvez algum de vocês ainda não veja claramente o que fazer da sua vida. Peça isso ao Senhor; Ele lhe fará entender o caminho. Como fez o jovem Samuel, que ouviu dentro de si a voz insistente do Senhor que o chamava, e não entendia, não sabia o que dizer, mas, com a ajuda do sacerdote Eli, no final respondeu àquela voz: Senhor, fala eu escuto (cf. 1Sm 3,1-10) . Peçam vocês também a Jesus: Senhor, o que quereis que eu faça, que caminho devo seguir?"
10- "...Mostrem com a vida que vale a pena gastar-se por grandes ideais, valorizar a dignidade de cada ser humano, e apostar em Cristo e no seu Evangelho. Foi Ele que viemos buscar nestes dias, porque Ele nos buscou primeiro, Ele nos faz arder o coração para anunciar a Boa Nova nas grandes metrópoles e nos pequenos povoados, no campo e em todos os locais deste nosso vasto mundo. Continuarei a nutrir uma esperança imensa nos jovens do Brasil e do mundo inteiro: através deles, Cristo está preparando uma nova primavera em todo o mundo. Eu vi os primeiros resultados desta sementeira; outros rejubilarão com a rica colheita!
O meu pensamento final, minha última expressão das saudades, dirige-se a Nossa Senhora Aparecida. Naquele amado Santuário, ajoelhei-me em prece pela humanidade inteira e, de modo especial, por todos os brasileiros. Pedi a Maria que robusteça em vocês a fé cristã, que é parte da nobre alma do Brasil, como também de muitos outros países, tesouro de sua cultura, alento e força para construírem uma nova humanidade na concórdia e na solidariedade."
quarta-feira, 24 de julho de 2013
JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
Veteranos dão dicas aos marinheiros de primeira Jornada
Por Fabiano Fachini em 23/07/2013
A cubana Zoila Murgado, 34, mora em Miami, Estados Unidos, e já participou de três edições: em 1997 em Paris, França; em 2000 em Roma, Itália; e em 2002 em Toronto, Canadá. Ela sugere que os peregrinos usem os transportes públicos apenas para longas distâncias. “Caminhando você encontra outros peregrinos, há mais intercâmbio cultural. Mas não vale sair sem a mochila e a camiseta, pois elas nos identificam e já abrem espaço para o início de conversa, e mesmo que não falem a mesma língua, a fé nos une”.
Zoila fala também sobre a importância de se participar da Via Sacra. “Não percam, pois é a essência do cristão, é preciso carregar a cruz com Jesus.” Ela está na cidade com outro conterrâneo, Alan Blanco, 36, que alerta para a importância de se beber muita água e tirar muitas fotografias. “Água para a saúde, fotos para as lembranças eternas”, afirma ele, que já participou da Jornada no Canadá, em 2005 em Colônia, Alemanha, em 2008 em Sidney, Austrália, e em 2011 em Madri, Espanha.
Natural da República Dominicana, Guilherme Diaz, 39, acredita que para conciliar o turismo à intensa programação da JMJ é preciso se programar. “Já defina aonde quer ir e aproveite os intervalos na programação, pois o tempo é curto”, disse. Os três amigos são da Arquidiocese de Miami e estão no Rio de Janeiro pela primeira vez.
Clima
Em relação à adaptação ao clima diferente e às altas temperaturas, o canadense Gerry Dafour, 32, acredita que o principal é confiar em Deus e na organização do evento. “Há muitas provações e dificuldades, mas basta ter calma, rezar e seguir as instruções. Se chover, ou se fizer sol, a JMJ e seu encontro com Deus acontece do mesmo jeito,” disse ele, que acompanha um grupo de outros cinco conterrâneos na JMJ Rio2013 e participou da Jornada em Madri e Toronto.
Andar sempre em grupo para não se perder, vestido com as camisetas do evento e crachás, e aprender já no primeiro dia os pontos de referência para chegar ao seu alojamento são as principais dicas da argentina Ronima Carro, 30. “Leve sempre água consigo, e também guarda-chuvas, jaqueta e um short, pois se fizer calor, por que não ir à praia no intervalo?”, responde, animada a argentina que já participou na JMJ em Toronto.
Troca
Uma tradição da JMJ está nas trocas de bandeiras, botons e demais artigos produzidos com as cores das bandeiras de cada país, entre os peregrinos. O estudante Dárcio Montenegro, de Manaus, AM, é enfático. “É bom trazer artigos típicos, pois tudo é uma grande novidade”. Para alguns veteranos como a argentina Maria Beatriz, 31, não é preciso comprar nada para se fazer a troca, que segundo ela chega até aos artigos pessoais. “ Vale tudo, desde que se volte pra casa com muitas coisas diferentes de todos os países; nem que seja um par de meias”, disse.
Os irmãos Eduardo e Natalia Armas, de Santa Fé, Argentina, acreditam que o principal é estar com bons calçados nos pés, um chapéu para se cobrir do sol e tomar muita água nos eventos públicos. Eles alertam que, mesmo tendo direito às refeições pelo kit peregrino, é bom comprar sempre frutas e pequenos lanches para levar na mochila. “Em Madri, assim como no Rio, tudo é muito distante, então, entre uma caminhada e outra, uma pausa para o lanche vai bem”, disse ele.
Transporte
A alemã Mechthild Herternkamp, 31, está na sua quinta JMJ. Segundo ela, o peregrino não pode ter vergonha de perguntar sempre antes de pegar os meios de transporte, pois com as variadas opções, e o tempo curto, não é estratégico perder tempo pegando o transporte errado. “Gosto de participar de todas as atividades, então me disciplino pra saber exatamente a que horas devo sair e como faço para ir até lá”, afirma ela.
O professor de história Bruno Sergio Lima, 21, de Itajaí, SC, disse acreditar que o peregrino deve ter disposição para ir a todos os eventos, pois muitas atividades acontecem simultaneamente então é preciso se organizar e se preparar não só na parte física e logística, mas também espiritualmente.
“É preciso coragem para falar com o coração, pois enfrentamos a diferença de idiomas, culturas e o essencial é viver a fé que há em nós”. Segundo ele, é fundamental ainda viver o discurso de Papa Francisco, aproveitar e fazer amigos. “Hoje possuo amigos em Madri, quando participei da JMJ lá, me hospedei em casas de família, até hoje são meus pais espirituais, cuidam e zelam pelo meu bem estar. É preciso estar aberto a essa experiência”.
Fique ligado! As três dicas abaixo são unanimidade entre os veteranos da JMJ:
- Beber bastante água;
- Se alimentar sempre, não só nas refeições principais;
- Estar aberto para fazer amigos.
Fonte: JMJ Rio2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Dia dos namorados e Santo Antonio
12 de junho
Brasil comemora namorados numa data diferente de todo mundo
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
12 e 13 de junho: Dia dos Namorados e dia de Santo Antonio
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Trocar beijos e bilhetes, oferecer bombons, mandar flores e escrever cartões... A tradição de comemorar o Dia dos Namorados existe há muito tempo. Contam que na Roma antiga, no século 1 d.C., o cruel imperador Cláudio proibiu os soldados de se casarem, para serem mais eficientes na guerra. Nem todos cumpriam a ordem, no entanto. O soldados muito apaixonados, que insistiam em se casar, procuravam um certo padre Valentim.
O padre Valentim celebrou muitos casamentos, em cerimônias secretas. Até que um dia, durante o casamento de um jovem casal, foi descoberto. Por sua desobediência, foi condenado à morte e martirizado. Era o dia 14 de fevereiro.
Os cristãos transformaram-no em santo. O dia em que são Valentim morreu tornou-se o Dia de São Valentim, e também Dia dos Namorados. Cada país comemora essa data de um jeito especial. Nos Estados Unidos e no Canadá, as crianças confeccionam cartões com papéis decorados e mensagens, que distribuem para seus amigos e colegas.
Na Itália, a data é comemorada com um grande banquete. No país de Gales, os presentes podem ser colheres esculpidas em madeira, pintadas com chaves, corações e fechaduras. No Japão as mulheres dão aos seus namorados caixas de chocolate. Na Inglaterra, as crianças cantam canções e ganham de seus pais doces e frutas.
Enfim, em quase todo o mundo, o dia 14 de fevereiro tornou-se Dia dos Namorados! Ei, espere um pouco... No mundo todo, não! No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho. Em 1949, o publicitário João Dória teve a idéia de colocar a data no nosso calendário no mês de junho, um mês fraco para o comércio. E bem na véspera do Dia de Santo Antonio, o santo casamenteiro. Muito bem, o Dia dos Namorados passou a ser o dia 12 de junho. No dia 13 de junho, comemoramos Santo Antonio.
O padre Valentim celebrou muitos casamentos, em cerimônias secretas. Até que um dia, durante o casamento de um jovem casal, foi descoberto. Por sua desobediência, foi condenado à morte e martirizado. Era o dia 14 de fevereiro.
Os cristãos transformaram-no em santo. O dia em que são Valentim morreu tornou-se o Dia de São Valentim, e também Dia dos Namorados. Cada país comemora essa data de um jeito especial. Nos Estados Unidos e no Canadá, as crianças confeccionam cartões com papéis decorados e mensagens, que distribuem para seus amigos e colegas.
Na Itália, a data é comemorada com um grande banquete. No país de Gales, os presentes podem ser colheres esculpidas em madeira, pintadas com chaves, corações e fechaduras. No Japão as mulheres dão aos seus namorados caixas de chocolate. Na Inglaterra, as crianças cantam canções e ganham de seus pais doces e frutas.
Enfim, em quase todo o mundo, o dia 14 de fevereiro tornou-se Dia dos Namorados! Ei, espere um pouco... No mundo todo, não! No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho. Em 1949, o publicitário João Dória teve a idéia de colocar a data no nosso calendário no mês de junho, um mês fraco para o comércio. E bem na véspera do Dia de Santo Antonio, o santo casamenteiro. Muito bem, o Dia dos Namorados passou a ser o dia 12 de junho. No dia 13 de junho, comemoramos Santo Antonio.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
OS MISTÉRIOS DO CORPUS CHRISTI
Os mistérios do Corpus Christi
'A ciência moderna, com toda a sua tecnologia, consegue apenas reafirmar o que a fé já nos dizia'
(FONTE DO TEXTO - http://www.domtotal.com/noticias/613368
O pão e o vinho: corpo e sangue de Cristo
Por Evaldo D´Assumpção
No próximo dia 30 de maio, a Igreja Católica comemora, no mundo inteiro, a festa de Corpus Christi. Sua origem é relacionada com um fato extraordinário, acontecido no século XIII, na cidade de Bolsena, na Itália. Ali, um padre chamado Pedro de Praga vivia uma enorme dúvida de fé, não acreditando na transubstanciação do pão e do vinho (transformação no corpo e no sangue de Cristo). Celebrando num dia de muitas dúvidas, ao elevar a hóstia essa começou a sangrar, e tão abundantemente que encharcou a toalha sobre o altar, escorrendo pelo chão. Tomando conhecimento do fato, o papa Urbano IV ao ver a hóstia e os panos embebidos em sangue, exclamou "Corpus Christi!" O Corpo de Cristo! E no ano seguinte proclamou a festa, determinando a Tomás de Aquino que organizasse a liturgia própria. Ainda hoje é possível ver-se a hóstia e os panos marcados pelo misterioso sangue. Que 800 anos passados, não se alteraram.
Mas esse não é o único "milagre eucarístico" conhecido. Um outro data de 1330 e ocorreu na cidade de Casia, onde um sacerdote foi chamado a levar a sagrada comunhão a um moribundo. Apressado e sem a menor cerimônia, colocou a hóstia consagrada dentro de seu breviário. Chegando à casa do doente teve enorme surpresa ao abrir seu livro de orações: a hóstia estava empapada de sangue, que manchava as folhas do livro. Até hoje pode-se ver, naquela cidade, a página contendo a hóstia nela grudada pelo sangue, exposta em belo ostensório.
Porém o mais impressionante desses milagres aconteceu na cidade de Lanciano, às margens do mar Adriático, onde teria vivido Longino, o soldado que golpeou o lado de Cristo crucificado. Daí o nome atual da cidade.
No século VIII, um monge da ordem Basilicana vivia dolorosa crise de fé na transubstanciação. Celebrando a missa diante de uma multidão, ao elevar a hóstia na consagração experimentou enorme drama de consciência, pois acreditou estar enganando aquele povo. Nesse momento, sentiu uma modificação na hóstia que elevava, e olhando para ela verificou, com enorme espanto, que grande parte do pão havia se transformado em carne. E o vinho que estivera no cálice, apresentava-se agora como grumos de sangue coagulado.
É fácil imaginar o que se passou então com aquele sacerdote. Imediatamente foram guardados a hóstia – parte pão e parte carne entranhados um no outro – e o sangue coagulado. E, por serem desconhecidos naquela época, não se usou nenhum meio de conservação para guardá-los.
Em 1713, transferiram a hóstia-carne para um belo ostensório de prata e o sangue para um cálice de prata, que hoje podem ser visitados naquela cidade italiana. Onde em 1996 tive a rara felicidade de estar, exatamente na data em que se festejava o Corpus Christi. Além da contemplação daquele fantástico milagre eucarístico, participei da santa missa, recebendo a sagrada comunhão juntamente com um grupo de peregrinos brasileiros.
Lá aprendemos que, nos anos 1970 e 1971, o professor Odoardo Linoli, catedrático de Anatomia e Histologia Patológica e Química e Microscopia Clínica, associado ao professor Ruggero Bertelli, ambos da Universidade de Siena, foram autorizados a examinar a carne e o sangue. Depois de minuciosos estudos de pedaços da carne e reações químicas no sangue, chegaram às seguintes conclusões:
1) A carne é verdadeiramente carne, sem qualquer processo de conservação, mas sem apresentar qualquer sinal de decomposição. Trata-se de músculo cardíaco humano, retirado com perfeição de um coração vivo. O que era também surpreendente, pois as dissecações com cortes tão precisos, somente tiveram início no século XIV. Ao exame microscópico, encontram, inequivocamente, elementos do miocárdio e do endocárdio, partes anatômicas do coração. Artérias, veias e nervos também foram claramente individualizados no tecido examinado.
2) O sangue, do tipo AB (igual ao que está presente no Santo Sudário de Turim!), é o mesmo dos fragmentos da carne. As proteínas e substâncias químicas, cloretos, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio, encontradas pelos exames de cromatografia e eletroforese, são de sangue humano retirado de uma pessoa viva e mantendo todas as proporções de sangue fresco.
3) Não há explicação natural plausível para a conservação desses tecidos por quase 1.200 anos, principalmente por não ter sido usado qualquer método de preservação conhecido.
Diante de tais conclusões, ficamos, uma vez mais, na amorosa perplexidade diante de coisas que a ciência moderna, com toda a sua tecnologia, consegue apenas reafirmar o que a fé já dizia, sem nunca conseguir contradizê-la.
Como médico, tive a oportunidade de ver todo o material utilizado para os exames, inclusive trazendo comigo as fotos das biópsias feitas. E, uma vez mais, tivemos confirmada a nossa fé. Que não depende do extraordinário para existir ou crescer, pois se verdadeira, ela dispensa os milagres. Todavia, sem dúvida se sente confortada por todas essas coisas extraordinárias!
*Evaldo D'Assumpção é médico e escritor.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
ORAÇÃO DO MILHO
Oração do Milho
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.
Meu gão, perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada. Ponho folhas e haste e se me ajudares Senhor, mesmo planta de acaso, solitária, dou espigas e devolvo em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo. E de mim, não se faz o pão alvo, universal.
O Justo não me consagrou Pão da Vida, nem lugar me foi dado nos altares.
Sou apénas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre. Alimento de rústicos e animais do jugo.
Fui o angú pesado e constante do escravo na exaustão do eito.
Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante. Sou a farinha econômica do proletário.
Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha.
Sou apénas a fartura generosa e despreocupada dos paiois.
Sou o cocho abastecido donde rumina o gado
Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece.
Sou o carcarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.
Sou a pobreza vegetal, agradecida a Vós, Senhor, que me fizeste necessária e humilde
SOU O MILHO
quinta-feira, 21 de março de 2013
JUVENTUDE E FÉ
Será que os jovens tem fé? Como eles vivem a fé? Como manifestam a fé? Como viver intensamente uma espiritualidade inseridos num mundo moderno, tecnológico? Por que o jovem facilmente se declara ateu?
São algumas perguntas desafiadoras que os próprios jovens estudantes irão responder. Pois a fé é algo que não se vê concretamente, mas se sente profundamente e se manifesta. Muitos jovens hoje, são engajados em movimentos de Igreja, sempre tendo como guia a compaixão e a caridade.
Fé não se limita a crer ou não crer, pois fé é compromisso com o Reino de Deus e com a pessoa de Jesus Cristo
segunda-feira, 18 de março de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
JOVEM, CAMINHE NA LUZ!
PADRE FÁBIO DE MELO
O mundo nos trata como objeto. Muitos têm sido privado da felicidade por causa da prostituição social, das drogas, do álcool. Não se engane, porque o diabo nos tenta a partir de pequenas concessões. Quando menos esperamos, estamos vivendo escravos do prazer temporário e privados de nossa liberdade. Meus irmãos, não se enganem; a felicidade que o Senhor nos propõe se faz por meio do sofrimento, porém ela é verdadeira, real, concreta. São Paulo sabia que Timóteo era jovem e ofereceu a ele a disciplina como meio de alcançar a vitória.
Estamos às vésperas das Olimpíadas. Vamos ver muitos no pódio, porém, para chegar lá o atleta sabe que precisa de vitórias diárias, deve reconhecer seus limites com humildade e esforçar-se. Se você se empenha em buscar coisas boas, colherá coisas boas, mas se se esforçar para alcançar coisas ruins, colherá coisas ruins. O desafio de São Paulo a Timóteo é um convite ao testemunho. Ele deseja que seu discípulo vá anunciar, pelo mundo, a felicidade longe da escravidão do pecado. Aquele que deixa seus vícios, que aprende o segredo da felicidade, imediatamente é chamado a anunciar aos seus amigos a Boa Nova.
Portanto, meus irmãos, depois que jogamos fora todas as ervas daninhas que há em nós, após realmente assumirmos que, no Senhor, está o caminho da nossa felicidade, mas, por ventura, alguém quiser roubar novamente nosso caminho, é preciso que tenhamos a coragem de “ascender as luzes”, que investiguemos, novamente, em cada local, nossa história. Para Timóteo foi muito bom ter recebido a carta de São Paulo, pois esta foi, na vida dele, um instrumento de coragem, porque ninguém é “forte” sozinho. Tenha a ousadia de ser um amigo que leve o outro para o céu.
Coragem! Caminhe na luz, pois ninguém é feliz na escuridão. Deus o ama. Você não está só; Ele cuida de você e, hoje, lhe diz: "Coragem. Que a força do Altíssimo seja derramada em você". Ele o espera, jovem, para que seja profeta, testemunha do céu entre seus amigos. Assuma a força do céu que há em você!
Deus o ama. Você não está só. Ele cuida de você e lhe diz: Coragem!
Transcrição e adaptação: Ricardo Gaiotti
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013
“Fraternidade e Juventude”
A palavra juventude vem de jovis. Juventude não como qualidade de uma idade cronológica, mas a partir de jovialidade. É jovem não aquele que tem idade nova, mas aquele que tem vigor. Vivemos um tempo marcado por intensas e profundas mudanças. Uma mudança de época, onde paradigmas tradicionais que sustentavam certa visão de mundo estão enfraquecidos e fragmentados. Neste tempo em que se faz a transição de uma cultura estável para outra, nova e ainda não estabilizada, vivemos o desafio de lidar com as novas gerações, seus desejos, sofrimentos e angústia.
A proposta da Campanha da Fraternidade é um convite para a reflexão sobre o novo rosto dos nossos jovens e propiciando caminhos para seu protagonismo e projeto de vida, e também uma preparação para a Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no Rio de Janeiro ( de 23 a 28 de julho)
Alguns objetivos da Campanha da Fraternidade
1. Mobilizar o jovem e favorecer seu auto conhecimento,
2. Refletir sobre o que é ser jovem para que eles possam descobrir seu projeto de vida e construí-lo de forma sadia em todas as etapas da vida.
3. Despertar seu protagonismo para que, desde a infância, possam perceber como agentes transformadores da sociedade, contribuindo com seus dons e talentos para a civilização do amor e do bem comum.
4. Possibilitar ao jovem uma participação ativa na comunidade eclesial que lhe seja apoio e sustento, em sua caminhada, e onde ele possa contribuir com seus dons e talentos.
A Igreja do Brasil, a partir do exemplo de Isaías, ousa olhar os jovens do Brasil com esperança: aposta no potencial positivo e transformador de uma juventude comprometida com o Evangelho e engajada na Igreja, na vida acadêmica, profissional e nas esferas de participação da sociedade. Trata-se de uma posição divergente daquela visão retratada diariamente pelos Meios de Comunicação Social, que apresentam os jovens como “problema social”.
Fonte CNBB
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