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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Texto e fotos por Deivisson dos Santos Costa

Cururu: é uma dança folclórica regional típica da região Centro-Oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), mas originária de São Paulo. Também pode ser somente cantada, com dois violeiros a disputar versos e repentes. No Centro-Oeste é típica das festas dos santos padroeiros, principalmente do Divino Espírito Santo e de São Benedito.



História

Há várias hipóteses para a origem do cururu. Alguns pesquisadores afirmam que é uma dança de origem tupi-guarani, de função ritualística. Outros a consideram uma dança que recebeu igual influência do misticismo indígena, dos ofícios jesuítas e dos negros africanos. Inicialmente como dança de roda e usada pelos jesuítas na catequese, foi evoluindo para dança de festa religiosa e atualmente pode ser só cantada, em versos e desafios. O cururu só ficou nacionalmente conhecido quando foi levado como espetáculo ao público, por Cornélio Pires, em 1910. Hoje, como outras tradições folclóricas, está deixando de ser passada para as novas gerações.


A origem do nome também é controversa. Há duas teorias: uma, que diz que vem de "caruru", uma planta que era cozida com o feijão servido antes do início das orações e da dança; e outra que remete a origem ao sapo-cururu.

Características:

Atualmente, no Centro-Oeste ainda é dançada nas festas do Divino e de São Benedito. Em São Paulo, ela é mais um desafio de violeiros. São usados a viola-de-cocho, o reco-reco e o ganzá. Nos desafios, cada violeiro desafia o outro, como um repentista. O tempo é marcado pela viola e pelo público, que acompanha cada verso e resposta.

Nas festas religiosas o cururu é cantado e dançado somente pelos homens. O ponto alto da apresentação é o momento em que o Divino "pousa", quando o cururueiro (ou canturião) canta e saúda a sua chegada. Nesse momento ele deve mostrar sua habilidade em citar versos bíblicos e a partir deles criar histórias cujo rumo ele determinará, como uma narrativa. Entretanto, hoje os temas são mais livres, podendo incluir conteúdo político, social e até esportivo.
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Siriri: é uma dança folclórica da Região Centro-Oeste do Brasil (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), e faz parte das festas tradicionais e festejos religiosos.




A dança lembra as brincadeiras indígenas, com ritmo e expressão hispano-lusitana. Pode ser comparado com o fandango do litoral brasileiro. A música fala das coisas da vida de forma simples e alegre. Como instrumentos musicais, acompanham a viola de cocho, o cracacha (ganzá) e o mocho ou tamboril. A origem do termo siriri é incerta. Para alguns estudiosos vem da palavra otiriri, que designa um entremez do século XVIII, em Portugal. Outros acreditam expressar um tipo de cupins de asas. A expressão corporal e acoreografia transmitem o respeito e o culto à amizade, por isso é conhecido como dança mensagem.

Ela é dançada com vários passos, como o dos homens colocarem os braços nas costas enqunato as mulheres mexem sua saia.Há varios outros movimentos como o de que eles parecem estar brincando.

É praticada por crianças, homens e mulheres especialmente nos seguintes lugares:

Mato Grosso: nas cidades e na zona rural da baixada cuiabana(caracterizada por 13 municípios: Cuiabá, Várzea Grande,Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Acorizal, Rosário Oeste, Barra do Bugres, Jangada, Nobres, Chapada dos Guimarães e Nova Brasilândia), além do Pantanal norte.
Mato Grosso do Sul: cidades do Pantanal Sul: Corumbá,Aquidauana e Miranda.


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RASQUEADO: É um estilo de musica e de dança regional do centro-oestebrasileiro, mais precisamente da baixada cuiabana onde se localiza a capital do estado de Mato Grosso, Cuiabá.




O ritmo folclórico do rasqueado e sua respectiva dança — também marcantes em cidades e regiões ribeirinhas da Bacia do rio Paraguai como Cáceres, Barra do Bugres e Corumbá (hoje noMato Grosso do Sul) —, ainda muito presentes na cultura popularribeirinha cuiabana, receberam influência da polca paraguaia — quando prisioneiros paraguaios ficaram confinados na margem direita do rio Cuiabá, hoje município de Várzea Grande, durante a Guerra do Paraguai — e do siriri mato-grossense. Desse contato dos refugiados com a população ribeirinha e da mistura do violão paraguaio com a viola-de-cocho surgiria o rasqueado.


O RASQUEADO CUIABANO

Definição da palavra rasqueado: "...arrastar as unhas ou um só polegar sobre as cordas, sem as pontear". (Acordes em glissandos, rápidos, rasgado, rasgadinho, rasgueado e rasgueo) - Dicionário Musical Brasileiro - Mário de Andrade. Origem do Rasqueado Cuiabano.



O termo "rasguear Ia guitarra" é expressão ibérica, de origem árabe-cigana (sul da Península-Ibérica).

Em Mato Grosso, a expressão musical rasqueado cuiabano ou dança popular mato-grossense, traz no seu processo histórico toda uma saga, que começou após o fim da Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai), quando os prisioneiros e refugiados da Retomada de Corumbá ficaram confinados à margem direita do Rio Cuiabá, atualmente cidade de Várzea Grande.

Logo após o final do conflito, estes prisioneiros não voltaram para seu país de origem, aqui permanecendo e espalhando-se ao longo do rio, miscigenando-se e interando-se à vida dos ribeirinhos.

Essa integração resultou em várias influências; costumes, linguajar e principalmente danças folclóricas: a polca paraguaia e o siriri mato-grossense. A primeira, pulsante e larga, modulada no compasso ternário-composto, a segunda, saltitante, com percussão forte (de origem negra-bantu) modulada no compasso dois por quatro. A fusão dessas duas danças resultou numa terceira, o pré-rasqueado.

O pré-rasqueado limitou-se aos acordes de siriri/cururu, devido ao seu desenvolvimento na viola-de-cocho, nos chamados tchinírins. (baile da rale), onde as formas de dançar receberam diversas designações como: liso, crespo, rebuça-e-tchuça (Termos populares dados aos movimentos coreográficos da dança em salão) para mais tarde participar das festas juninas, carnaval ou qualquer exaltação festeira dos ribeirinhos. Na baixada cuiabana, mesclou-se com o chamame pantaneiro, que estava em formação, nascendo o chamado rasqueado de fronteira, pois o desenvolvimento foi com a sanfona de quatro e oito baixos (pé-de-bode) e mais tarde com o acordeão de cento e vinte baixos, o qual tornou-se hoje o instrumento marcante do rasqueado de fronteira. Quanto a melodia e ritmo, o pré-rasqueado alternou-se por algum tempo com facetas duplas, isto é: toadas de siriri apareciam como rasqueado e toadas de rasqueado como siriri. Com a proclamação da República e a necessidade do maior entendimento entre as duas classes (ribeirinhos e elite imperial), surgiu a oportunidade da popularização do rasqueado. Os senhores da classe imperial precisavam serem eleitos pelo voto do povo. Isto levou os coronéis abuscar uma música que trouxesse a população para as praças. Iniciando-se, então a assimilação do ritmo popular, denominado rasqueado.

Mais tarde, com o crescimento das cidades, apareceram as primeiras zonas de prostituição, e o pré-rasqueado saiu das bocas das moças da noite e, do convívio destas com os músicos e coronéis nos cafés, e foi parar nas partituras dos mestres de bandas de música para, mais tarde, aparecer nas retretas já com vários arranjos de influência musical popular muito comum na época, como o chorinho, valsa, samba, maxixe, tango de Ernesto Nazareth etc.

A entrada dos instrumento de sopro (sax, trombone, trompete, clarinete, etc.) caracteriza o rasqueado como música e dança urbana. Nesse mesmo tempo, os trovadores de versos e cantores populares, cedem lugar aos metais de sopro das bandas marciais e, começa, assim como aconteceu com o chorinho, maxixe, marcha, jazz, tango, fox-trote, a era dos instrumentos voz-solo nas orquestras.

O rasqueado desperta com maior intensidade na população da periferia das cidades da Baixada Cuiabana quando começa a ser executado com os hinos de santos: acompanhando a bandeira do Senhor Divino, São Benedito, procissão de São João, e indo aparecer nos chamados chá co bolo — Expressão típica da Baixada Cuiabana, corrutela de "Chá com Bolo" (café-da-manhã a base de bolos típicos). É tradicional na festa dos santos católicos (São Benedito, Senhor Divino, São João, São Pedro etc...) o dono da festa fazer a alvorada ao som do hino do santo festejado e oferecer o "tchá cô bolo" para começar a festança. Usa-se o termo "chá" pois desde o século XIX a bebida servida, era um chá feito de erva mate queimada e adoçada.

A elite social que ainda se divertia ao sabor de sonatas românticas nos saraus abominou o rasqueado à primeira vista, considerando-o, coisa de gente de beira de rio. Esse quadro só vai se alterar com a juventude das décadas de 20 e 30, onde Mestre Inácio, Honório Simaringo, Conjunto Serenata, até o piano de Zulmira Canavarros e Dunga Rodrigues conseguem infiltrar o rasqueado nas noites de saraus e com o endosso das famílias cuiabanas mais abastadas, que enviavam seus filhos para concluir o 3 grau em Asuncion e Buenos Aires (não existiam faculdades nessa época em Cuiabá), os quais voltavam trazendo partituras musicais de polca paraguaia que era uma das raízes do rasqueado. Sem contar com a tática demagógica da política pão e circo, onde a música escolhida para ser executada nos comícios, festas e encontros, era, obviamente o que o povo queria ouvir.

Destacaram-se grupos musicais voltados ao tema; Banda do Mestre Ignácio, Conjunto Serenata, Zulmira Canavarros, Dunga Rodrigues, Nardinho, Bejamim Ribeiro (acordeonista). Conjunto Cinco Morenos. Também fizeram história os compositores Honório Simaringo, José Agnelo, Mestre Albertino, Vicente dos Santos, Tote Garcia, Luiz Cândido, Luiz Duarte, Mestre Luiz Marinho, Zelito Bicudo, Odare Vaz Curvo, Nilson Costantino, Namys Ourives, Dante Mirágiia, Rabelo Leite, Gigo, Chilo e tantos outros.

Uma das peculiaridades na história da música mato-grossense é o fato do nome "rasqueado cuiabano" ter sido cristalizado e popularizado pelo conjunto serenata, que observou as conotações autóctones da música que se fazia em Cuiabá, estava longe da polca paraguaia, como também do siriri. Concluindo que o rasqueado era o canto de uma cidade nova, era um som urbano que se desenvolveu nos metais das bandas de mestre Ignácio e Albertino, tinha um sotaque de um povo que gostava das mesmas coisas, melhor dizendo era o som e dança da Baixada Cuiabana. Era um rasqueado cuiabano.



Danças cuiabanas:


Além do Cururu, do Siriri e do Rasqueado, Cuiabá ainda oferece o Boi a Serra, a Dança de São Gonçalo, o Chorado, a Dança dos Mascarados, a Dança do Congo, a Dança dos Lenços, o Lundum, o Lambadão entre outras.

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Artesanato:
O artesanato cuiabano é conhecido especificamente pela viola-de-cocho e pelas redes bordadas que hoje chegam a ser vendidas no exterior. Além disso tem as bonecas de pano, artesanato em madeira como canoas, pilão, cerâmica (potes, panelas de barro, vasos, jarros, moringas, etc), trançados feitos de fibras vegetais de taquara, buriti e urumbumba para confecção de cestarias e móveis.
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Artistas que fazem parte da cultura cuiabana
Na música pode-se encontrar Roberto Lucialdo, João Eloy, Dílson Oliveira, Gilmar Fonseca, Mestre China (já falecido), Guapo, Pescuma, Henrique, Claudinho, Verá Capilé, Abel dos Santos, Banda Vanguart, Banda Art Manha, Banda Arapuca, Banda Hátores, Banda Erresom, Banda Venial, Dois a Um, Fabrício e Fernando, Sara e Lívia, Breno Reis e Marco Viola, Ouro Preto e Boiadeiro, Anselmo e Rafael, Banda Trânsito Livre, Banda Kayamaré, etc.

Já nas artes plásticas tem-se João Sebastião, Vitória Basaia, Adir Sobre, Giovanni de Paula, Jonas Barros entre outros.

A literatura e a poesia fica por conta de Carlos Gomes de Carvalho, Móises Martins, Públio Paes de Barros, Fernando Tadeu de Miranda Borges, Manoel Barros, Silva Freire, Ricardo Guilherme Dicke, etc.


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Culinária


Maria Isabel, Farofa de Banana, Mojica e Moqueca de Pintado, Pacu assado, Furrundu de Mamão, Bolo de Arroz, Pacu na folha de bananeira, Carne seca com banana, Paçoca de carne seca, Francisquito, Arroz com pequi, Frango com pequi, Lingüiça cuiabana entre outras.




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Artesanato:

O artesanato cuiabano é conhecido especificamente pela viola de cocho e pelas redes bordadas que hoje fazem sucesso inclusive no exterior. Além disso tem as bonecas de pano, artesanato em madeira como canoas, pilão, cerâmica (potes, panelas de barro, vasos, jarros, moringas, etc), trançados feitos de fibras vegetais de taquara, buriti e urumbumba para confecção de cestarias e móveis.



(viola de cocho)

http://www.youtube.com/watch?v=P5jtd9n0xdg&feature=player_detailpage

http://www.youtube.com/watch?v=vsdeO1uDsiI&feature=player_detailpage

5 comentários:

Celina Missura disse...

Linda a cultura de Cuiabá

Manuel Fernandes disse...

Linda mesmo... parabéns!

Mas você não me disse se aprendeu a colocar o nome nas fotos!

Bem, espero que este Novo Ano lhe dê, além de tudo mais que é desejável (PAZ, SAÚDE, ALEGRIA, FELICIDADE), a paciência para aprender!

Um abraço do Ceará

Celina Missura disse...

Professor Manuel, feliz ano novo pra vc tb. Ainda não consegui colocar o nome nas fotos pq não tenho o programa...mas vou conseguir, com certeza...sou persistente rsrsrsrsrssr....
bjs.
Prazer enorme ter contato com vc!

Jonathan Constantino disse...

Gostei deste post.

Beijos

leandro-principe1995 disse...

por favor me envie po e-mail os ingerdientes do chá que vcs tomam.
leandro-principe1995@hotmail.com