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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

SÍNDROME NEVRALGIA DO TRIGÊMEO

Celina Missura
Wagner Rosa da Silva, natural de Porto Velho, Rondônia, encontra-se na Casa de Apoio Maria Helena para tratamento. Eis o resultado da nossa conversa.

- Wagner, há quanto tempo você se encontra em tratamento aqui em São Paulo e qual o seu problema?

- Estou em São Paulo há dois meses e o meu problema é que sofro a 10 anos da síndrome nevralgia do trigêmeo.

- Como a doença se manifestou?

- Sofri uma queda, fraturei o maxilar, passei um ano usando pino para a reconstrução óssea e dentária. Neste período desaprendi a falar e precisei de tratamento na AACD de Uberlândia para voltar a falar.

- Você precisou fazer alguma cirurgia?

- Sim. Já fiz 23 cirurgias na região do nervo trigêmeo. Há uns 5 anos comecei a ter picos de dor e hoje a dor é constante. Definitiva. Aqui em São Paulo fiz uma cirurgia no Hospital das Clínicas para descompressão dos nervos.

-Neste período como você se manteve?

-Sou professor de tecnologia e trabalho no Senai de Porto Velho. Porém, desde setembro de 2009 que estou exclusivamente fazendo tratamento.
Gostaria muito de descobrir se alguém já fez tratamento dessa síndrome e qual foi o resultado.

- Você é casado?

-Sim, sou casado. Não tenho filhos. Meu tratamento teve várias conseqüências colaterais. Uma delas foi à infertilidade. Necessito urgente de um remédio chamado choragon (para o tratamento da esterilidade). Estou também esperando um exame para o mapeamento do cromossomo y.
- Como você se sente hoje?
- Tenho a esperança de encontrar minha cura. Apesar da dor constante, procuro levar uma vida normal.




Esclarecimento sobre Síndrome Nevralgia Trigêmeo

Fonte:

http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/2489/neuralgia-do-trigemeo


Neuralgia do trigêmeo, ou nevralgia do trigêmeo, provoca uma dor absolutamente inesquecível. É uma dor muito, muito forte que pega um lado da face, dura segundos e desaparece. O problema é que ela geralmente volta com grande intensidade, em intervalos de tempo variáveis.

A neuralgia do trigêmeo se distribui segundo três territórios especiais: a região frontal que toma a órbita ocular e parte do nariz (em vermelho na Imagem 1), a região malar que se estende até a asa do nariz e parte do lábio superior (representada em verde) e a região temporal que passa pelo lado do ouvido e acompanha a mandíbula ou maxilar inferior (em preto na imagem).

A imagem 2 deixa ver os territórios de distribuição dessa dor vistos de perfil. O nervo do trigêmeo, um par de nervos cranianos, recebe esse nome porque tem três ramos (imagem 3): o ramo oftálmico, o ramo maxilar (acompanha o maxilar superior) e o ramo mandibular (acompanha a mandíbula ou maxilar inferior). Como vários outros nervos da face, é um nervo sensitivo que controla as sensações que se espalham pelo rosto. Por isso, a dor se distribui de acordo com o ramo acometido.

2 comentários:

hingrettkatherine disse...

O interessante dessas pessoas é que embora tenham um sofrimento diário ,elas estão lutando dentro de si mesmas pra seguir em frente!E com Fé!
Parabéns ta,sinceramente é bom expor essas vidas ,não só pra informar mas pra ser um exemplo de luta!
*-*

Anônimo disse...

Tenho 15 anos.
Sofro desse problema desde muito pequenina, no entanto a dois três anos atrás começei a ter dores constantes, pareciam relâmpagos, dores insuportáveis.
Ando em tratamento a cerca de um ano.
Já andei a ser seguida no hospital Santa Maria, depois fui para o psicolga. No entanto, os meus pais optaram por eu ser seguida numa clinica privada em Cascais, chama-se CADIN. Neste momento estou a ser acompanhada pelo doutor Nuna Lobo Antunes e por uma psicolga dessa mesma clinica.
Já ouvi imensas histórias sobre pessoas que sofriam deste problema, inclusivelmente ouvi que uma senhora suicidou-se, porque não aguentava as dores.
Isto é horrivel.